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Os nossos filhos odeiam o nosso vício no telemóvel...

como o vicio do telemóvel pode influenciar a educação e crescimento de um filho.
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Hoje me dia não é fácil gerir o ritmo diário com a criação dos filhos, principalmente para os amantes da tecnologia em que as notícias chegam em catapulta a qualquer altura do dia.

como o vicio do telemóvel pode influenciar a educação e crescimento de um filho

O meu caso não é diferente, como se costuma dizer respiro tecnologia. Depois de um cansativo dia de trabalho de 8 horas, é hora de ir buscar os filhotes à escola e depois começa a aparecer aquele pequeno formigueiro de que o que se passou, quais foram as notícias, etc...

Chegando a casa, é pousar as coisas, pousar os filhotes e bota telemóvel para a mão, um vício que até a mim me deixa maluco.

Às vezes é uma notícia de última hora que me atrai, outras vezes é chato. Seja o que for, o telemóvel esta sempre nas minhas mãos porque me dá acesso a quase todo o conhecimento humano e outras coisas super divertidas.

Definir limites com o meu smartphone não é fácil. Tento afastar-me dele, tento desligar qualquer conexão com a Internet mas o vício leva-me a ir de encontro dele outra vez.

A minha mulher é a que mais me "dá na cabeça", com razão, claro, lançando frases como "estás ouvir o que estou a dizer", "não largas a porcaria do telemóvel", "os teus filhos precisam da tua atenção". E ela tem toda a razão mas é um vicio que me percorre.

É importante e todos os estudos apontam para isso, que devemos ser pais activos e devemos dar a atenção necessária aos nossos filhos, e por vezes com uma de arrependimento sinto que posso não dar atenção necessária em prol de um vicio tecnológico.

Como é óbvio e não estou sozinho neste vicio do smartphone. O consumidor médio gasta actualmente cerca de 2,5 horas por dia num dispositivo móvel em Portugal e pegamos no telemóvel mais de 150 vezes durante um dia. Esse número distorce ainda mais para os jovens adultos.

Todos os alertas, notificações e resultados de pesquisa on-line dão-nos uma sensação de recompensa e surpresa sempre que os vemos atravessar o pequeno ecrã. Esse sentimento provoca o cérebro a produzir dopamina, a substância química que nos leva a procurar comida, sexo e drogas, e leva a um comportamento viciante.

A dopamina é mais estimulante quando as recompensas vêm num horário imprevisível, assim como os alertas por telefone. Tudo isso significa que há muitos novos pais que passam muito tempo a olhar para o pequeno ecrã.

Isto tudo levanta uma questão: Como afecta este vicio,os nossos Filhos?

Um estudo da Universidade do Illinois e da Universidade do Michigan, nos EUA, concluiu que os pais viciados em telemóvel podem ter grandes responsabilidade no mau comportamento dos filhos.

Os investigadores analisaram quase 200 famílias e perceberam que há uma associação clara entre o uso excessivo dos dispositivos (já apelidado de “tecnoferência”) por mães e pais e os problemas comportamentais em jovens.

A influência da “tecnoferência” revelou-se altamente prejudicial em alguns hábitos familiares, nomeadamente durante as refeições, desencadeando nas crianças e jovens emoções como a frustração e fazendo com que embarquem em birras, amuos e comportamentos hiperactivos.

A investigação, divulgada na revista Pediatric Research, salientou ainda que o mau comportamento das crianças é particularmente notório quando são as mães a abusar dos telemóveis.

Muito deste tempo perdido com as novas tecnologias era usado em actividades familiares, o que provoca que muitas vezes os nosso filhos reajam aos pais e possam vir a ter problemas em comunicarem.

Outro estudo publicado pela revista Child Development examinou relatos de cerca de 170 famílias de dois pais de crianças de 3 anos de idade.

Esse estudo analisou o uso do telemóvel pelos pais, coisas como verificar textos durante o jantar, brincadeiras ou outras actividades, interrompia o tempo envolvido com os seus filhos.

Os pesquisadores pediram que relatassem a frequência com que os seus filhos choramingavam ou ficavam irritados, facilmente frustrados ou hiperactivos num período de dois meses. O estudo concluiu que mesmo níveis "normais" de "tecnoferência" se correlacionam com o comportamento das crianças.

Que lições devemos ter?

É importante saber que ao andarmos distraídos com nossos telemóveis poderemos influenciar cada aspecto de qualidade dos pais, levando a estarmos menos sincronizados com as dicas dos nossos filhos, a interpretar mal as necessidades dos nossos filhos e a reagir mais duro do que o habitual e a responder muito muito depois que a necessidade surgiu.

Neste quadra natalícia, e não só, devemos passar tempo bom com os nossos filhos e desligar um pouco do mundo em prol deles! Eles merecem.

E falando por mim, são os tempos onde me sinto mais feliz, são os tempos onde o meu riso e os deles são verdadeiros e onde expressamos o verdadeiro amor.

Sinto-me culpado daí ter escrito este post e por isso apelo, vamos passar mais tempo com os nossos filhos e menos tempo com o telemóvel!

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