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Ciberataques em Portugal sobem 61% e superam os 3.000 semanais segundo a Check Point Software

Ciberataques em Portugal sobem 61% e superam os 3.000 semanais segundo a Check Point Software

Segundo a Check Point Research, em setembro, cada organização em Portugal enfrentou 3 181 ciberataques semanais, um aumento de 61% face ao mesmo período de 2025.

Check Point Research alerta para escalada de ciberataques em solo nacional

Os mais recentes dados divulgados pela Check Point Research, a divisão de inteligência de ameaças da Check Point Software Technologies, revelam um cenário preocupante para a cibersegurança em Portugal. Durante o mês de setembro, o volume de ataques dirigidos a organizações nacionais disparou, atingindo uma média semanal superior a três mil incidentes por entidade. Este valor coloca Portugal numa posição de vulnerabilidade superior à de muitos dos seus parceiros internacionais.

De acordo com o relatório da Check Point Software, o volume de ciberataques registado em Portugal ficou cerca de 25% acima da média europeia e 13% acima da média mundial. Este diferencial demonstra que os sistemas de informação e as infraestruturas nacionais estão sob uma pressão constante e crescente por parte de agentes maliciosos, que aproveitam vulnerabilidades tecnológicas e o contexto geopolítico para lançar ofensivas cada vez mais sofisticadas.

Os setores mais visados: Educação, Administração Pública e Telecomunicações

A análise detalhada da Check Point Research identifica setores específicos que estão no centro desta vaga de ataques. A escolha destes alvos não é aleatória, prendendo-se com o valor dos dados processados e a criticidade dos serviços prestados à população. Os setores no topo da lista em Portugal são:

  • Educação: Um setor tradicionalmente vulnerável devido à vasta superfície de ataque e à necessidade de partilha aberta de informação entre estudantes e docentes.
  • Administração Pública: Organismos estatais que detêm informações sensíveis de cidadãos e infraestruturas críticas, tornando-os alvos de alto valor para espionagem ou extorsão.
  • Telecomunicações: A espinha dorsal da conectividade digital, cuja interrupção pode ter efeitos em cascata em toda a economia nacional.

Por que razão estes setores são prioritários?

Segundo os especialistas da Check Point Software, a Educação é frequentemente alvo pela dificuldade em implementar perímetros de segurança rígidos num ambiente de colaboração constante. Já a Administração Pública enfrenta o desafio de modernizar sistemas legados que podem conter falhas de segurança conhecidas. No caso das Telecomunicações, o objetivo costuma passar pelo controlo do fluxo de dados ou pela interrupção de comunicações estratégicas.

O impacto global do Ransomware e das ferramentas de IA Generativa

O relatório da Check Point Research não se limita ao contexto português, apresentando dados globais que ajudam a contextualizar a situação nacional. A nível mundial, registou-se um aumento de 48% nos ciberataques e um crescimento ainda mais alarmante de 53% nos ataques de ransomware reportados.

O perigo do Ransomware

Para quem não está familiarizado com o termo, o ransomware é um tipo de software malicioso que bloqueia o acesso aos sistemas ou ficheiros de uma organização através de criptografia. Os atacantes exigem depois o pagamento de um resgate (normalmente em criptomoedas) para fornecer a chave de desencriptação. A Check Point Software destaca que a eficácia e a frequência destes ataques têm subido devido à profissionalização dos grupos de cibercriminosos.

Riscos da Inteligência Artificial Generativa

Outro ponto crítico levantado pela Check Point Research é a maior exposição de informação sensível através de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) Generativa. Embora estas ferramentas aumentem a produtividade, a introdução de dados corporativos ou segredos comerciais em plataformas públicas pode levar à fuga de informação. Os atacantes também estão a utilizar a IA para criar e-mails de phishing mais convincentes e para automatizar a descoberta de vulnerabilidades em sistemas de TI.

Como as organizações se podem proteger perante este cenário

Face ao aumento de 61% nos ataques mencionado pela Check Point Software, a prevenção torna-se a única estratégia viável. Não se trata apenas de reagir a um incidente, mas de construir uma arquitetura de segurança que minimize a probabilidade de sucesso de uma incursão. Isto inclui a proteção de todos os endpoints — ou seja, todos os dispositivos finais que se ligam à rede, como computadores portáteis, telemóveis e tablets.

A Check Point Software recomenda que as empresas portuguesas reforcem as suas políticas de segurança, promovam a formação dos colaboradores para identificar tentativas de fraude e utilizem tecnologias de segurança que integrem inteligência artificial para detetar ameaças em tempo real, antes que estas consigam penetrar no perímetro da organização. Com Portugal a enfrentar uma média de 3 181 ataques semanais, a inércia pode resultar em prejuízos financeiros e reputacionais irreparáveis.

Perguntas Frequentes

Qual foi o aumento dos ciberataques em Portugal segundo a Check Point?

Portugal registou um aumento de 61% nos ciberataques em setembro face ao ano de 2025, com cada organização a enfrentar, em média, 3 181 tentativas de ataque por semana.

Quais são os setores mais atacados em território nacional?

De acordo com os dados da Check Point Research, os setores mais visados em Portugal são a Educação, a Administração Pública e o setor das Telecomunicações.

Como é que a IA Generativa está a afetar a cibersegurança?

A Check Point Research revela que a IA Generativa está a ser utilizada para expor informação sensível e que o seu uso incorreto nas empresas pode facilitar a fuga de dados estratégicos, além de ajudar criminosos a criar ataques mais eficazes.

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