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Kaspersky alerta para nova versão do malware MacSync que rouba credenciais e criptoativos em macOS

Kaspersky alerta para nova versão do malware MacSync que rouba credenciais e criptoativos em macOS

Os investigadores da Kaspersky detetaram uma nova versão do malware MacSync, que utiliza uma cadeia de infeção complexa para roubar credenciais e criptoativos de utilizadores Mac.

A descoberta da Kaspersky e a evolução do malware MacSync

A segurança dos sistemas operativos da Apple volta a estar no centro das atenções após uma investigação recente conduzida pelos especialistas da Kaspersky. Os investigadores da marca identificaram uma versão atualizada e significativamente mais sofisticada do infostealer conhecido como MacSync. Esta ameaça não é inteiramente nova, tendo sido identificada pela primeira vez no período entre 2024 e 2025 como uma variante do conhecido AMOS (Atomic macOS Stealer), mas a sua evolução tecnológica é agora motivo de preocupação redobrada para a comunidade de cibersegurança.

De acordo com os dados partilhados pela Kaspersky, esta nova variante detetada em setembro de 2026 demonstra que os atacantes estão a investir fortemente em métodos de evasão e persistência. O que antes era uma ferramenta de roubo de dados relativamente linear, transformou-se num pacote de software malicioso capaz de comprometer profundamente a privacidade e os ativos financeiros de quem utiliza dispositivos macOS, quer para fins pessoais, quer em ambientes profissionais.

O que é um infostealer e como atua no macOS?

Para compreendermos a gravidade da descoberta da Kaspersky, é necessário explicar o conceito de infostealer. Trata-se de um tipo de software malicioso desenhado especificamente para recolher informações confidenciais do sistema infetado. No caso do MacSync, o foco reside na exaustão de credenciais guardadas em navegadores (browsers), cookies de sessão, histórico de navegação e, crucialmente, dados de carteiras de criptomoedas.

A nova e complexa cadeia de infeção detetada em setembro de 2026

Uma das alterações mais críticas reportadas pela Kaspersky na versão de setembro de 2026 é a implementação de uma cadeia de infeção complexa. Ao contrário de versões anteriores que poderiam ser mais facilmente intercetadas por mecanismos básicos de defesa, esta nova iteração utiliza múltiplos estágios de execução para contornar as proteções nativas do macOS.

A Kaspersky sublinha que o malware agora instala no dispositivo da vítima não apenas um infostealer, mas também uma backdoor. Esta combinação é particularmente perigosa porque:

  • Infostealer: Faz a varredura imediata e o extermínio de dados sensíveis, enviando-os para os servidores dos atacantes.
  • Backdoor: Garante aos criminosos um acesso remoto persistente ao computador, permitindo que instalem outros tipos de malware ou realizem ações de espionagem a longo prazo, mesmo que o infostealer inicial seja removido.
  • Cadeia de Infeção: Utiliza scripts ofuscados e técnicas de engenharia social para convencer o utilizador a conceder permissões de sistema elevadas.

O impacto do MacSync no ecossistema de criptoativos

Os detentores de criptoativos são um dos alvos principais descritos pela Kaspersky. O malware foi configurado para identificar ficheiros de configuração de carteiras digitais e extensões de browser relacionadas com a gestão de moedas virtuais. Uma vez que o MacSync consiga acesso a estas chaves privadas ou frases de recuperação, os atacantes podem esvaziar as contas das vítimas em poucos segundos, sem que haja possibilidade de reversão das transações.

Por que razão os utilizadores de macOS em Portugal devem estar atentos

Embora exista ainda o mito de que os computadores da Apple são imunes a vírus, a análise da Kaspersky prova o contrário. Em Portugal, onde o uso de portáteis macOS tem crescido tanto no setor tecnológico como no design e gestão, a superfície de ataque é considerável. A Kaspersky alerta que a sofisticação deste malware sugere que os alvos podem ser utilizadores com perfis de alto valor, como gestores de ativos, administradores de sistemas ou investidores particulares.

A inclusão de uma backdoor significa que o computador comprometido pode passar a fazer parte de uma botnet ou servir de porta de entrada para ataques mais vastos em redes empresariais. Por isso, a Kaspersky recomenda que a proteção não se limite apenas às ferramentas básicas do sistema, mas inclua soluções de segurança proativas e atualizadas.

Medidas de prevenção sugeridas pela Kaspersky

Para mitigar os riscos associados ao MacSync e a outras variantes de infostealers, a Kaspersky sugere a adoção de boas práticas de higiene digital que são essenciais para qualquer utilizador de macOS no contexto atual:

  • Descarregar software exclusivamente de fontes oficiais, como a Mac App Store ou os sites oficiais dos programadores.
  • Estar atento a pedidos de permissões de sistema (Acessibilidade ou Gravação de Ecrã) que pareçam desnecessários para a aplicação em causa.
  • Utilizar soluções de segurança robustas, como as desenvolvidas pela Kaspersky, que conseguem identificar comportamentos suspeitos antes que o malware execute a sua carga final.
  • Manter o sistema operativo e todas as aplicações atualizados com os últimos patches de segurança.
  • Ativar a autenticação de dois fatores (2FA) em todos os serviços financeiros e de email, preferindo chaves físicas ou apps de autenticação em vez de SMS.

Perguntas Frequentes

O que mudou na versão de 2026 do MacSync segundo a Kaspersky?

A versão detetada pela Kaspersky em setembro de 2026 introduz uma cadeia de infeção mais complexa e instala simultaneamente um infostealer e uma backdoor, aumentando a capacidade de roubo de dados e garantindo acesso remoto persistente aos atacantes.

O MacSync pode roubar o meu dinheiro em criptomoedas?

Sim, os investigadores da Kaspersky confirmaram que o objetivo principal deste malware é o roubo de criptoativos através da extração de chaves e dados de carteiras digitais instaladas no dispositivo ou no navegador.

Como posso saber se o meu computador está infetado por este malware?

A Kaspersky alerta que, devido à sua natureza sofisticada, o MacSync pode operar silenciosamente. Sinais como lentidão súbita, pedidos anormais de password de sistema ou comunicações de rede para IPs desconhecidos podem ser indicadores, sendo recomendada uma verificação com software de segurança especializado.

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