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Digitalização | ANJE apela ao click dos empresários: o mundo não está a mudar, já mudou

Digitalização | ANJE apela ao click dos empresários: o mundo não está a mudar, já mudou
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 Digitalização | ANJE apela ao click dos empresários: o mundo não está a mudar, já mudou

A Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) voltou a dar palco a um dos mais referenciados eventos portugueses dedicados ao empreendedorismo, qualificação e emprego: a Feira do Empreendedor, que se realizou na Casa da Arquitectura, em Matosinhos.


Com o objetivo de reforçar competências; dar novas e melhores oportunidades aos empresários; ajudar a criar um negócio ou até a escalar uma empresa, o enfoque foi a transformação digital.

“A digitalização é um dos grandes desafios do tecido empresarial português, conhecidas que são as lacunas das nossas empresas na aplicação de tecnologias e na alocação de competências digitais”, começa por explicar o presidente da ANJE, Alexandre Meireles, acrescentando: “A transição digital é uma oportunidade para as empresas aumentarem a sua eficiência interna, analisarem dados com maior qualidade, melhorarem a sua relação com os clientes e entrarem em novos mercados. Trata-se, por isso, de um fator crítico para o reforço da produtividade e da competitividade das empresas.”


Corrida pelas matérias-primas críticas para tecnologias e setores estratégicos


“As empresas são hoje muito afetadas por aquilo que se passa do ponto de vista geopolítico e hoje temos muitos desafios geoeconómicos e geopolíticos”, explica Bruno Gonçalves, Secretário Geral da IUSY, destacando que “há dois grandes fenómenos que, hoje em dia, impactam tanto uma empresa em Xangai como em Matosinhos: as tenções políticas que se vivem afetam diretamente aquilo que é a cadeia de abastecimento e, depois, a própria disrupção das cadeias de abastecimento, que ainda não foram corrigidas no pós-pandemia”.

Também Bernardo Pires de Lima, analista político internacional, assegura que, “se tivermos em atenção que a gasificação da economia mundial se consolidou na última década e meia e a vertente de eletrificação talvez na última década, as economias mundiais vão continuar a assentar arraiais nas energias fósseis”.

“A novidade dos nossos tempos não estará tanto na economia ou no comércio, já em digitalização, a ser feito maioritariamente por transporte marítimo – 90% do comércio global é feito por mar -, mas na forma como os estados, as empresas e as famílias se vão adaptando a uma era diferente daquela onde a maioria de nós cresceu”, acrescenta ainda, destacando o que nos espera: “a competição energética, para consolidar o poder económico, e a competição por matérias-primas críticas, para assegurar o controlo da digitalização económica, e, por isso, do poder no sistema”.

Importa recordar que, de acordo com a Comissão Europeia, a necessidade de matérias-primas críticas para tecnologias e setores estratégicos aumentará acentuadamente nos horizontes de 2030-2050. No caso da Europa que é quem mais usa, mas não é quem mais produz, torna-se urgente e cada vez mais imperativo diminuir o excesso de dependência em relação a outros países.



Como se digitalizam as PME e para quê?


Nunca foi tão urgente como agora que as PME entrem neste mundo digital em força. Para Pedro Duarte, Diretor Corporate, External & Legal Affairs da Microsoft, estamos perante uma nova era que traz mudanças, que devem ser vistas como oportunidades. “Tudo o que está a acontecer está a trazer dinâmicas novas em termos económicos, em geral, porque está a mudar a nossa vida em todos os aspetos. Não há setor económico ou área das nossas vidas que não esteja a ser impactado. Todas as áreas de atividade estão a ser impactadas ao mesmo tempo por esta transformação digital”, salienta. Alargaram-se os horizontes e uma PME tem agora “condições para ser ambiciosa também”.

Também Luís Cunha, da Altice, concorda com a urgência de se ajustarem as velas para que possamos ir todos na mesma direção, com a velocidade exigida num mundo que já há muito começou a apressar o passo. Temos de ter capacidade para reagir. O que as empresas nacionais e Portugal não podem fazer é deixarem-se ficar para trás. Para fazer face aos desafios é importante que sejam os empresários a desafiar as tecnológicas a resolverem os problemas que possam ter. As empresas podem e devem colocar a tecnologia a trabalhar à medida das suas necessidades e casos em particular.

Já para Ana Ferreira, também oradora presente no evento e CEO da BCREATE - uma plataforma tecnológica direcionada para a indústria do vinho -, no processo de digitalização de alguns setores mais tradicionais, é importante que as pessoas percebam como podem contribuir e como podem ajudar. Para Ana Ferreira é também necessário que os empresários deixem de olhar para o processo de digitalização como sendo apenas mais um custo. A pandemia acelerou todo um processo que já estava em curso e que implica uma mudança da própria sociedade. Apostar no digital deixará de ser uma opção para passar a ser sobrevivência.

 

Como lidar com mundo sem limites territoriais?


Com a quantidade de dados e de análises que se podem fazer a partir deles, atualmente, qualquer um consegue, a partir de Portugal, garantir uma presença internacional, através de várias ferramentas digitais.

Qual é então a maior dificuldade das empresas? Compreender, aceitar e dar resposta à mudança. A opinião dos especialistas converge num ponto: se as pessoas souberem para onde vamos, tudo se torna mais fácil porque a transformação das empresas passa a ser orgânica. As próprias pessoas têm de apostar em novos processos de trabalho e em novas competências. Portugal é pequeno e a tecnologia é cara. Com Portugal atrasado em relação ao que já tem vindo a ser feito em outros países, o momento, dizem, “é agora”. 

Qual é a consequência da incapacidade de adaptação? Para a maioria dos oradores presentes na Feira do Empreendedor, a resposta é simples: perdem-se. Transformarem-se digitalmente já passou a ser uma questão de sobrevivência e não uma escolha a ser feita.


Digitalização nas empresas na ordem do dia, todos os dias

São inegáveis as transformações que têm vindo a acontecer dentro das empresas nos últimos anos e nem só de oportunidades se faz esta história. Os empresários também encontram desafios. Até porque, como exemplifica Pedro Guerreiro, diretor de Empreendedorismo da ANJE, “ser empresário é também ser guerrilheiro. Muitas vezes, a lutar contra si mesmo”.

Entre os vários desafios da digitalização, aparece um que entrou no vocabulário do dia a dia: a proteção de dados. De acordo com Luís Lobo e Silva, managing partner da Focus2Comply, por exemplo, “há sempre um risco [de ataque] e o que podemos fazer é prevenir incidentes e fugas de informação. No entanto, também há que ver que isto é uma oportunidade porque acarreta a implementação de boas práticas e pode ser também uma oportunidade de negócio”.

Acima de tudo, os especialistas alertam para o facto de o tamanho da empresa já não importar. “Creio que a comunidade já está alerta para isto, não vale a pensar que, por sermos uma empresa pequena, não vamos ser alvo. Depois de estarmos em rede, há práticas que devem ser implementadas de forma a prevenir ao máximo que as coisas possam acontecer”, salienta ainda Luís Lobo Silva. 

Com todas as alterações que têm acontecido em todos os setores, compreender as oportunidades, os desafios e o melhor caminho é essencial para que não se fique para trás. Da banca à moda, todos os setores têm vindo a ser chamados a reinventarem-se porque, como exemplifica uma das conclusões da 23.ª edição da Feira do Empreendedor, “não estamos numa era de mudança. Estamos numa mudança de era”.

Entre outros desafios, a necessidade de acelerar a digitalização dos setores mais clássicos é cada vez maior e, por isso, a ANJE encontra-se “mais focada do que nunca na ajuda e ao apoio do desenvolvimento de negócios e à criação de valor”.

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