“E se fosse eu?”, campanha tenta sensibilizar portugueses sobre situação dos migrantes

“E se fosse eu?”, campanha tenta sensibilizar portugueses sobre situação dos migrantes

 “E se fosse eu?”, campanha tenta sensibilizar portugueses sobre situação dos migrantes

Link para vídeo da campanha: "E se fosse eu?"

O Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) lançou, no passado dia 13 de janeiro, a campanha “E se fosse eu?”, com o objetivo de sensibilizar o país para a condição vulnerável a que os migrantes estão sujeitos. O conceito gráfico, digital e de marketing da campanha foi concebida pela agência de comunicação e marketing Media em Movimento e irá culminar com um evento, também organizado pela agência, no próximo dia 9 de fevereiro, na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa. O evento tem como propósito dissuadir preconceitos de que os migrantes são frequentemente alvo.

Segundo o Relatório Estatístico do Asilo de 2022, Portugal é o segundo país da União Europeia que mais recebe refugiados e, no ano passado, acolheu mais refugiados do que nos últimos 10 anos. Devido à guerra, o país recebeu 50 mil ucranianos num só ano. Mesmo assim, ainda há estigmas a serem superados nas relações com os estrangeiros que precisam de abrigo por enfrentarem situações de emergência nos seus países de origem.

Deste modo, a campanha é um convite à reflexão por parte do público. O conteúdo baseia-se em situações reais vividas pelos migrantes como “E se fosse eu a reduzir a minha vida a uma mochila?” ou “E se fosse eu perdido num mar de solidão?” e a divulgação acontece nas páginas do JRS do Instagram e Facebook.

A campanha digital inclui ainda um conjunto de infografias sustentadas em dados estatísticos relativos à população refugiada e que, uma vez mais, pretendem conduzir o público a pensar na dura realidade que esta atravessa. Por último, a campanha é ainda construída por vídeos que apresentam de um lado testemunhos reais de migrantes e, do outro, a perspetiva de cidadãos portugueses sobre situações, para si hipotéticas, que os migrantes são obrigados a ultrapassar na busca de uma vida melhor.

A base gráfica da campanha foi inspirada nas dificuldades que os migrantes enfrentam, o que justifica o jogo de cores utilizado nas publicações das redes sociais, onde o cinzento representa a dificuldade da vida dos mesmos e as cores simbolizam a esperança. 

A campanha é necessária, uma vez que, na avaliação do presidente do JRS, André Costa Jorge, "o crescimento do número de deslocados e de refugiados em 2023 é quase uma certeza pela intensificação dos conflitos e a potencial escassez de alimentos".  A previsão é fundamentada nos alertas da ONU. Por isso, André Costa Jorge assinala que é importante continuar "o investimento na capacidade de acolhimento, sobretudo de população refugiada que continuará a chegar a Portugal na lógica de solidariedade europeia”.

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