Cibersegurança em Portugal: 9 em cada 10 empresas reforçam formação para mitigar riscos do teletrabalho

Cibersegurança em Portugal: 9 em cada 10 empresas reforçam formação para mitigar riscos do teletrabalho

Cibersegurança em Portugal: 9 em cada 10 empresas reforçam formação para mitigar riscos do teletrabalho

O modelo de trabalho híbrido e a digitalização acelerada trouxeram novos desafios à segurança das organizações portuguesas. De acordo com o mais recente Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025, a resposta das empresas tem sido clara: o investimento no "fator humano" é agora a prioridade máxima para garantir a ciber-resiliência.

Os dados revelam que 90% das PME portuguesas inquiridas já investiram em formação adicional em cibersegurança especificamente para colaboradores em regime de teletrabalho, visando reduzir as vulnerabilidades criadas pela descentralização dos postos de trabalho.


Formação vs. Tecnologia: Onde investem as empresas?

Embora o software de segurança continue a ser fundamental, a formação lidera as medidas preventivas em Portugal. As empresas reconhecem que a tecnologia, por si só, não trava ameaças se o utilizador não souber identificar os riscos.

Prioridades das empresas para reforçar a segurança:

  1. Atualização de programas de formação: 74%

  2. Investimento em software e soluções tecnológicas: 64%

  3. Contratação de especialistas em cibersegurança: 61%


O Desafio da Consciencialização

Um dado impressionante do estudo indica que 99% das empresas acredita que uma maior compreensão das ameaças melhoraria drasticamente o tempo de resposta a um ataque. No entanto, ainda existem lacunas operacionais que precisam de ser colmatadas:

  • Deteção precoce: 61% das organizações sentem necessidade de melhorar a capacidade dos funcionários para reconhecer sinais de um ataque em curso.

  • Processos de reporte: 56% das empresas admitem que precisam de clarificar como e a quem reportar um incidente de forma rápida.

  • Liderança em crise: 44% refere que uma liderança mais decisiva durante um ataque seria crucial para uma gestão eficaz.

"Os resultados mostram que as organizações portuguesas estão cada vez mais atentas à importância de reforçar a dimensão humana da segurança digital. Promover esta consciencialização é hoje um fator-chave para reduzir riscos", afirma Ana Silva, Cyber Lead da Hiscox Ibéria.

 

Conclusão: Ameaças mais complexas exigem equipas mais preparadas

O relatório sublinha que a cibersegurança deixou de ser uma questão meramente técnica para se tornar uma competência transversal a toda a organização. Num cenário de ameaças cada vez mais sofisticadas, a capacidade de reação depende diretamente da preparação de cada colaborador, desde a gestão de passwords até ao reconhecimento de tentativas de phishing avançadas.

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