A Playdate Diz 'Não' à IA Generativa nos Seus Jogos: Um Gesto Pela Criatividade Humana?

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Caros amantes de tecnologia e de experiências de jogo únicas, temos notícias quentes vindas do universo dos gadgets que nos fazem pensar no futuro da criatividade. A Panic, a mente brilhante por trás da encantadora e singular consola Playdate, acaba de tomar uma posição firme e, para muitos, bastante louvável, sobre a inteligência artificial generativa (IA generativa).

Num anúncio que está a fazer ondas na comunidade de desenvolvimento de jogos, a empresa publicou uma nova política de divulgação de IA, estipulando que, a partir deste mês, o Catálogo da Playdate “já não aceitará títulos que utilizem ‘IA Generativa’ para arte, áudio, música, texto ou diálogos.” É um corte radical, mas com uma nuance importante: a Panic ainda permite que os programadores usem assistência de IA para codificação. No entanto, mesmo essa utilização terá de ser claramente identificada, com a empresa a prometer “assinalar qualquer título como tal e especificar a extensão em que foi utilizada (por exemplo, ‘depuração Lua’) para que o cliente possa decidir se a apoia ou não.”

O Veredito da Panic: O Que Está Fora e o Que Está Dentro

Esta decisão surge apenas um dia depois de a Panic ter anunciado a chegada da terceira temporada da Playdate, prevista para o final deste ano. Para quem não se recorda, a Playdate é conhecida pelo seu modelo de “temporadas” de jogos, oferecendo 24 títulos no total aquando da compra, com dois revelados a cada semana. A segunda temporada foi lançada no ano passado com 12 jogos – mas, como notou o Game Developer, um desses jogos utilizou IA generativa para a escrita e codificação. Esta revelação levou a questões diretas à Panic no Bluesky sobre a divulgação de IA na terceira temporada, e a empresa confirmou que seria um requisito obrigatório para os programadores que não utilizassem IA para arte, música, escrita ou codificação.

Especificamente, a Panic proibiu o uso de grandes modelos de linguagem como o ChatGPT ou o Google Gemini, geradores de imagem de IA como o Stable Diffusion ou geradores de áudio como o MuseNet e o Suno. Os jogos aprovados anteriormente que fizeram uso de IA generativa poderão permanecer no catálogo, mas com uma divulgação clara do que exatamente foi utilizado. A empresa ressalva que estas diretrizes estão “sob constante discussão e sujeitas a alteração a qualquer momento.”

O Futuro da Criatividade na Playdate

Já tínhamos visto divulgações de IA em alguns jogos no Catálogo da Playdate no passado, mas esta nova diretriz é, sem dúvida, um passo em frente na clareza e transparência. Faz todo o sentido que a Panic seja assertiva sobre o que permite e o que rejeita, protegendo a integridade criativa da sua plataforma.

Para os programadores que desejem continuar a experimentar com IA generativa nos seus jogos para a Playdate, a situação não é um beco sem saída. É relativamente fácil fazer o “sideload” de jogos para a consola. No entanto, a distribuição e a descoberta para os proprietários de uma Playdate serão obviamente mais difíceis fora do catálogo oficial. Esta é, sem dúvida, uma decisão que prioriza a mão humana e a originalidade pura, e que fará muitos refletirem sobre o verdadeiro valor da criatividade nos jogos digitais. É um debate fascinante, e a Playdate está a liderá-lo de forma corajosa!

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