Barómetro Imobiliário: Comprar casa em Portugal já exige, no mínimo, 157 mil euros
Barómetro Imobiliário: Comprar casa em Portugal já exige, no mínimo, 157 mil euros
O Imovirtual acaba de divulgar o seu Barómetro dos Concelhos relativo a março de 2026, e os dados confirmam uma tendência incontornável: o mercado imobiliário português está sob uma pressão transversal. Pela primeira vez, mesmo os concelhos considerados mais acessíveis já ultrapassam a barreira dos 150 mil euros para compra.
A discrepância entre regiões é abismal, com os preços de venda a variarem 8,6 vezes entre o concelho mais barato e o mais caro do país.
Os Extremos do Mercado: Onde é mais Caro e mais Barato?
Cascais consolida-se como o destino mais exclusivo de Portugal, com o preço médio anunciado a atingir os 1,35 milhões de euros (+21,6% face ao ano anterior). No extremo oposto, Beja surge como o porto de abrigo para quem procura os valores mais baixos, situando-se nos 157.500 €.
Top 5 Concelhos mais Caros (Compra)
Cascais: 1.350.000 € (+21,6%)
Loulé: 813.200 € (+31,2%)
Castro Marim: 750.000 € (+18,1%)
São Brás de Alportel: 720.000 € (+46,2%)
Oeiras: 715.000 € (+2,5%)
Top 5 Concelhos mais Acessíveis (Compra)
Beja: 157.500 € (+14,3%)
Moita: 215.000 € (+37,2%)
Torres Novas: 227.000 € (-10,8%)
Paredes: 257.500 € (+7,8%)
Barreiro: 265.000 € (+9,4%)
Arrendamento: Sines e Bombarral em Ascensão
No mercado de arrendamento, a liderança pertence também a Cascais (2.300 €), mas saltam à vista dois mercados que têm ganho uma relevância inesperada: Sines, com rendas médias de 2.000 € (+33,3%), e Bombarral, que registou uma subida meteórica de 132,9%, fixando-se nos 1.980 €.
Para quem procura arrendar com orçamentos mais contidos, as opções descem até aos 575 € em Felgueiras e 650 € em Beja. Concelhos como Coimbra, Leiria e Viseu estabilizaram em torno dos 750 € a 800 €.
A Análise do Especialista
Segundo Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, o cenário atual exige uma leitura local muito atenta, pois a subida é generalizada:
"Hoje já não falamos de mercados baratos e caros, mas de um mercado onde os preços anunciados sobem de forma transversal em todo o território. Mesmo nas zonas mais acessíveis, os valores já se encontram em patamares elevados."
Conclusão: Um Mercado em Consolidação
Os dados de março reforçam que, embora Lisboa e Porto continuem a ser polos de grande procura, o interesse está a dispersar-se para as periferias e regiões turísticas (como o Algarve e ilhas), empurrando os preços para cima em todo o mapa de Portugal.
Podes consultar o relatório completo e procurar oportunidades no site oficial do
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