Estudo Adecco: Produtividade em Portugal Exige Processos Mais Digitais e Implementação Real de IA
Estudo Adecco: Produtividade em Portugal Exige Processos Mais Digitais e Implementação Real de IA
As empresas portuguesas avaliam a sua produtividade com uma nota média de 6,77 em 10, mas a sustentabilidade deste desempenho enfrenta desafios estruturais significativos. De acordo com um estudo recente da Adecco Portugal, em parceria com o Instituto de Informação em Recursos Humanos, existe um desfasamento crítico entre a intenção estratégica e a execução tecnológica no tecido empresarial nacional.
Embora 73% das organizações considerem a tecnologia uma prioridade absoluta, o estudo revela que a transição para modelos baseados em dados e inteligência artificial ainda está numa fase embrionária.
O Hiato da Inteligência Artificial e dos Dados
Apesar de a IA ser o tema central da transformação digital global, a sua aplicação prática nas empresas portuguesas permanece limitada:
Falta de Estratégia em IA: Cerca de 66% das empresas admitem não ter qualquer programa específico para a integração de inteligência artificial nos seus fluxos de trabalho.
KPIs Manuais: Apenas 12,3% das organizações utilizam indicadores de desempenho (KPIs) automáticos e integrados tecnologicamente nos processos críticos, o que dificulta a tomada de decisões baseada em dados em tempo real.
Conhecimento Concentrado e Pouco Estruturado
Outra fragilidade identificada prende-se com a gestão do conhecimento. O estudo aponta que, em muitas organizações, o know-how permanece focado nas pessoas e não em processos consolidados:
48% das empresas não possuem programas estruturados de disseminação de conhecimento.
Apenas 19% contam com manuais de procedimentos para todas as funções críticas, o que aumenta o risco operacional em caso de rotatividade de equipas.
Gestão do Absentismo e Reatividade Operacional
O estudo da Adecco revela também uma postura reativa perante desafios logísticos e de recursos humanos. Perante picos de trabalho, 56% das empresas continuam a recorrer a horas extraordinárias, e a maioria (72%) lida com o absentismo através de planos apenas pontuais, sem medir o impacto financeiro direto desta variável.
"Melhorar o desempenho não passa apenas por mais tecnologia, mas também por criar os modelos de medição que permitam às equipas responder com consistência. O foco deve estar em transformar a reatividade em planeamento", afirma Sérgio Duarte, National Outsourcing Director da Adecco Portugal.
Perfil do Estudo
A análise baseou-se em 273 respostas de gestores e quadros intermédios, maioritariamente seniores (42% entre os 45 e 54 anos). A amostra abrange empresas de diversos setores, com 44% das organizações a apresentarem uma presença internacional, o que reforça a urgência de uma maior maturidade operacional para competir nos mercados globais.
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