Trade Republic abre sucursal em Portugal e já conta com mais de 200 mil clientes nacionais
A Trade Republic deu esta terça-feira um passo decisivo no mercado nacional ao anunciar a abertura oficial da sua sucursal em Portugal. Com esta operação, o neobanco alemão passa a oferecer uma proposta bancária totalmente adaptada ao consumidor português, num movimento que promete agitar um setor tradicionalmente dominado por instituições clássicas.
Em simultâneo, a fintech confirmou um marco importante: ultrapassou os 200 mil clientes em Portugal, depois de ter duplicado a sua base de utilizadores no último ano.
O que muda para os clientes portugueses
Com a nova sucursal, os utilizadores ganham acesso a uma conta à ordem gratuita com IBAN português, essencial para receber salários, pagar despesas e efetuar transferências imediatas de forma integrada. A oferta inclui ainda remuneração de juros até 3% para novos clientes, aplicada sobre a totalidade do saldo, bem como um processo de relatório fiscal simplificado, adaptado às exigências da autoridade tributária portuguesa.
“Em Portugal, duplicámos a nossa base de clientes em apenas um ano, ultrapassando agora os 200 mil utilizadores. Com a abertura da nossa sucursal portuguesa, os nossos produtos de poupança e investimento passam a disponibilizar todas as vantagens de uma operação local, proporcionando a melhor proposta de valor para as finanças dos portugueses”, afirma Christian Hecker, cofundador da Trade Republic.
Cartão com cashback e sem comissões cambiais
A conta à ordem é complementada pelo cartão Trade Republic, que oferece 1% de Saveback sobre pagamentos elegíveis, valor reinvestido automaticamente num plano de investimento à escolha do utilizador. O cartão permite ainda levantamentos gratuitos em caixas automáticas para montantes superiores a 100 euros e não aplica comissões cambiais em transações realizadas em qualquer parte do mundo — um argumento forte para quem viaja ou compra online em moeda estrangeira.
Desafio direto à banca tradicional
A chegada oficial da Trade Republic ao mercado nacional é assumidamente disruptiva. “Durante demasiado tempo, o setor bancário português foi dominado por instituições tradicionais que oferecem das taxas de remuneração de poupança mais baixas da Europa e cobram comissões elevadas”, sublinha Pablo Lopez, regional manager da Trade Republic para Espanha, Portugal e Grécia.
“Ao estabelecer uma sucursal em Portugal, desafiamos diretamente este status quo. Combinamos a segurança de um banco regulado com a agilidade da tecnologia moderna, incentivando um mercado altamente saturado a competir finalmente com base na transparência, nos custos e numa remuneração justa para o investidor particular”, acrescenta o responsável.
Uma nova geração de aforradores
Com juros competitivos, planos de investimento gratuitos e uma experiência 100% digital, a Trade Republic aposta em captar sobretudo uma nova geração de aforradores portugueses, mais habituada a gerir as suas finanças através do smartphone e menos tolerante a comissões elevadas. Resta agora perceber como reagirão os grandes bancos nacionais a este novo concorrente, que chega com estrutura local e ambições claras de crescimento.
Siga o NetThings no Google News
Fique a par de todas as novidades tecnológicas em tempo real.
⭐ SEGUIR NO GOOGLE NEWS
Participar na conversa