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Kaspersky deteta mais de 2 milhões de ameaças online em Portugal no terceiro trimestre de 2026

Kaspersky deteta mais de 2 milhões de ameaças online em Portugal no terceiro trimestre de 2026

A Kaspersky revelou que Portugal registou mais de 2,4 milhões de ameaças online no terceiro trimestre de 2026, com 14,4% dos utilizadores sob ataque direto.

O impacto da cibersegurança em Portugal segundo a Kaspersky

Os dados mais recentes recolhidos pela Kaspersky entre julho e setembro de 2026 revelam um cenário de alerta para a cibersegurança em território nacional. Durante este período, as soluções da marca detetaram um total de 2.479.650 ameaças provenientes da Internet nos computadores dos participantes na Kaspersky Security Network (KSN) em Portugal. Estes números sublinham a persistência dos cibercriminosos em visar o mercado português, aproveitando a crescente digitalização dos serviços e o quotidiano dos utilizadores.

De acordo com o relatório da Kaspersky, cerca de 14,4% dos utilizadores abrangidos pela análise em Portugal foram alvo de tentativas de infeção ou ataques baseados na web. Este volume de atividade coloca Portugal na 50.ª posição mundial no que respeita à exposição a riscos associados à navegação na Internet, uma métrica que serve de barómetro para avaliar quão perigoso é, estatisticamente, clicar em links ou descarregar ficheiros num determinado país.

O que é a Kaspersky Security Network (KSN)?

Para contextualizar a origem destes dados, é fundamental compreender que a Kaspersky Security Network (KSN) é uma infraestrutura complexa e distribuída, dedicada ao processamento de fluxos de dados relacionados com ciberameaças. Estes dados são partilhados de forma voluntária e anónima por milhões de utilizadores das soluções Kaspersky em todo o mundo. Graças a esta rede, a empresa consegue reagir em tempo real a novas ameaças, criando assinaturas e bloqueando ataques antes que estes se tornem epidémicos.

Ameaças Web: A exposição ao risco na navegação

As ameaças provenientes da Internet, ou ameaças web, são aquelas que ocorrem enquanto o utilizador navega em sites, utiliza serviços de webmail ou interage com aplicações ligadas à rede. Segundo a Kaspersky, o facto de 14,4% dos utilizadores em Portugal terem sido confrontados com estes riscos no terceiro trimestre de 2026 demonstra que as táticas de phishing e o download de scripts maliciosos continuam a ser ferramentas privilegiadas pelos atacantes.

Estar na 50.ª posição do ranking mundial de risco web significa que, embora Portugal não esteja no topo dos países mais perigosos do mundo, existe uma vulnerabilidade considerável que não pode ser ignorada. Este ranking é calculado com base na percentagem de utilizadores únicos que sofreram ataques web num determinado período, permitindo à Kaspersky comparar a higiene digital de diferentes geografias.

O perigo silencioso das ameaças locais

Para além dos perigos da navegação direta, o relatório da Kaspersky dá grande destaque às chamadas "ameaças locais". Este tipo de incidentes não provém diretamente de um site, mas sim de ficheiros que já se encontram no computador ou que entram através de dispositivos externos. Em Portugal, as ameaças locais afetaram 16,7% dos utilizadores no terceiro trimestre de 2026.

No total, foram detetados mais de 4,2 milhões de incidentes desta natureza. Estes números são frequentemente associados a:

  • Utilização de pens USB, discos rígidos externos ou cartões de memória infetados;
  • Ficheiros maliciosos escondidos em instaladores de software pirateado;
  • Documentos infetados que chegam através de redes locais partilhadas;
  • Malware que se propaga de forma autónoma entre dispositivos sem necessidade de ligação à Internet ativa.

A Kaspersky enfatiza que a proteção contra ameaças locais é vital, pois estes ataques conseguem muitas vezes contornar firewalls básicas ao entrarem fisicamente ou através de canais de confiança do utilizador.

Como se proteger num cenário de ameaças crescentes

A análise da Kaspersky para o terceiro trimestre de 2026 serve como um aviso para a necessidade de manter sistemas atualizados e soluções de segurança robustas. Para mitigar os riscos apresentados nestes 2,4 milhões de ameaças detetadas, os especialistas recomendam uma postura proativa. Isto inclui não só a instalação de software da Kaspersky, mas também a educação para a cibersegurança, evitando clicar em anexos suspeitos e garantindo que todos os dispositivos externos são verificados antes de serem abertos.

A digitalização da economia portuguesa traz inúmeras vantagens, mas os dados da Kaspersky mostram que a superfície de ataque é vasta. Com mais de 4,2 milhões de incidentes locais e uma posição relevante no ranking global de risco, a proteção dos dados pessoais e empresariais deve ser uma prioridade absoluta para todos os utilizadores em Portugal.

Perguntas Frequentes

O que significa Portugal estar na 50.ª posição do ranking da Kaspersky?

Significa que, em comparação com todos os países analisados pela Kaspersky, Portugal ocupa o 50.º lugar na lista de nações onde os utilizadores correm mais riscos ao navegar na Internet. Quanto mais alta a posição, maior a probabilidade de um utilizador encontrar software malicioso online.

Qual é a diferença entre ameaças online e ameaças locais?

As ameaças online (ou web) são detetadas quando o utilizador está a navegar no browser ou a descarregar ficheiros da rede. As ameaças locais, segundo a Kaspersky, referem-se a malware detetado diretamente no computador ou em suportes de armazenamento físico, como pens USB e discos externos.

Como foram contabilizados os 4,2 milhões de incidentes locais pela Kaspersky?

Este número resulta da monitorização automática das soluções de segurança da Kaspersky instaladas nos computadores dos utilizadores que participam na rede KSN em Portugal. Sempre que o antivírus bloqueia um ficheiro malicioso num disco ou dispositivo USB, o incidente é registado estatisticamente para este relatório.

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