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Kaspersky revela que ferramentas para lançar ataques DDoS custam menos de um euro

Kaspersky revela que ferramentas para lançar ataques DDoS custam menos de um euro

A Kaspersky Digital Footprint Intelligence lançou recentemente um estudo detalhado intitulado "OverDDoSe: The market of flooding for profit", que revela dados alarmantes sobre a acessibilidade dos ataques de negação de serviço. Segundo a Kaspersky, o acesso a ferramentas básicas para lançar estes ataques pode custar apenas 88 cêntimos, uma barreira de entrada quase inexistente que coloca empresas de todos os tamanhos em risco constante.

Kaspersky analisa o mercado de ataques DDoS por encomenda

O estudo conduzido pela equipa da Kaspersky Digital Footprint Intelligence debruçou-se sobre o submundo do cibercrime para compreender como funciona o mercado de "DDoS-as-a-Service". A investigação concluiu que os preços para contratar ataques DDoS a terceiros não são fixos, sendo definidos caso a caso. De acordo com a Kaspersky, os valores praticados por estes serviços variam entre os 26 e os 1.761 euros.

Esta variação de preços deve-se a uma série de critérios que os atacantes consideram antes de lançarem uma ofensiva. A Kaspersky sublinha que o custo final para o criminoso depende diretamente da complexidade do alvo e dos recursos necessários para derrubar a sua infraestrutura online. Um ataque contra um pequeno site local será significativamente mais barato do que uma tentativa de paralisar os serviços de uma grande instituição financeira ou de uma plataforma governamental.

Fatores que determinam o preço de um ataque segundo a Kaspersky

No relatório "OverDDoSe: The market of flooding for profit", a Kaspersky identifica os principais pilares que ditam o valor de um ataque contratado:

  • O Alvo: Sites com proteções avançadas e firewalls robustas exigem mais esforço e recursos, aumentando o preço.
  • A Duração do Ataque: Ataques que duram apenas alguns minutos são mais acessíveis do que cercos que se prolongam por dias ou semanas.
  • Os Limites do Serviço: A largura de banda e o volume de tráfego (medido em Gbps ou pedidos por segundo) influenciam o custo.
  • Funcionalidades Disponíveis: Opções personalizadas, como ataques que visam camadas específicas da rede (Camada 7, por exemplo), encarecem o serviço.

O perigo das ferramentas de baixo custo identificadas pela Kaspersky

Um dos dados mais chocantes revelados pela Kaspersky é a extrema acessibilidade de certas ferramentas. Enquanto um ataque personalizado pode chegar aos 1.761 euros, o acesso a ferramentas simples para iniciar estas inundações de tráfego pode custar tão pouco como 88 cêntimos. Esta democratização do cibercrime significa que indivíduos sem grandes conhecimentos técnicos ou recursos financeiros podem causar prejuízos significativos a empresas em Portugal e no mundo.

Para quem não está familiarizado com o termo, um ataque DDoS (Distributed Denial of Service) consiste em inundar um servidor, serviço ou rede com um volume de tráfego de internet tão elevado que o alvo fica incapaz de responder a utilizadores legítimos. Na prática, é como se uma multidão bloqueasse a porta de uma loja, impedindo os verdadeiros clientes de entrar. Para uma empresa portuguesa que dependa das vendas online, um período de inatividade forçada pode resultar em perdas financeiras diretas, danos na reputação e na perda de confiança por parte do utilizador.

O conceito de flooding for profit e a economia do cibercrime

A Kaspersky utiliza o termo "flooding for profit" para descrever esta economia subterrânea onde a interrupção de serviços é vendida como uma mercadoria. O mercado de ferramentas DDoS evoluiu para um modelo de subscrição, onde os criminosos oferecem painéis de controlo intuitivos que permitem gerir ataques com apenas alguns cliques. Segundo os especialistas da Kaspersky Digital Footprint Intelligence, este ecossistema profissionalizado torna a deteção e a mitigação muito mais complexas para os departamentos de IT das empresas.

A relevância destes dados para a segurança em Portugal

A informação partilhada pela Kaspersky é particularmente relevante para o tecido empresarial português. Com a crescente digitalização, muitas pequenas e médias empresas (PME) nacionais operam com infraestruturas que não estão preparadas para suportar picos de tráfego malicioso. Se o custo para um atacante é inferior a um euro, o incentivo para realizar ataques por vingança, concorrência desleal ou simples vandalismo digital aumenta exponencialmente.

A Kaspersky recomenda que as organizações avaliem a sua pegada digital e implementem soluções de proteção que consigam filtrar o tráfego ilegítimo antes que este chegue aos servidores principais. Ignorar esta realidade pode levar a custos de recuperação muito superiores aos valores de mercado praticados pelos atacantes e revelados neste estudo.

Perguntas Frequentes

O que é o estudo OverDDoSe da Kaspersky?

É um relatório da Kaspersky Digital Footprint Intelligence que analisa o mercado de venda de ataques DDoS, revelando que os preços podem variar entre 26 e 1.761 euros, e que ferramentas básicas custam apenas 88 cêntimos.

Por que razão os preços dos ataques variam tanto segundo a Kaspersky?

De acordo com a Kaspersky, os preços dependem do alvo escolhido, da duração pretendida para o ataque, dos limites técnicos do serviço contratado e das funcionalidades específicas de ataque disponíveis.

Como é que uma empresa em Portugal se pode proteger destes ataques?

A Kaspersky sugere que as empresas utilizem serviços de mitigação de DDoS e monitorizem a sua pegada digital para detetar ameaças precocemente, garantindo que o tráfego malicioso é bloqueado antes de afetar a disponibilidade do site ou serviço.

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