
A TripSIM analisou 40 destinos na Europa com base em 13 indicadores de segurança, revelando que a Rússia, a Moldávia e a Bósnia são os países mais arriscados.
Um guia de segurança para o viajante a solo da TripSIM
Planear uma viagem individual começa frequentemente com a reserva de um voo barato ou a inspiração num vídeo do TikTok. No entanto, a realidade de chegar ao destino pode ser desafiante. Como será regressar ao alojamento depois de anoitecer? Quão fácil é navegar em estradas desconhecidas ou encontrar auxílio médico em caso de emergência? Estas são as questões que serviram de base a um novo ranking elaborado pela TripSIM.
A análise comparou 40 países europeus através de 13 métricas distintas, que incluem desde os índices de criminalidade e a segurança rodoviária até à qualidade dos cuidados de saúde, disponibilidade de transportes públicos e a perceção de segurança de quem caminha sozinho durante a noite. Segundo a TripSIM, a Rússia lidera a lista dos destinos com maior pontuação de risco, seguida pela Moldávia e pela Bósnia e Herzegovina. No extremo oposto, a Finlândia destaca-se como o país com a pontuação de risco mais baixa de toda a Europa.
Compreender as métricas do estudo
É importante notar que os resultados partilhados pela TripSIM refletem as condições nacionais globais de cada país e não necessariamente a probabilidade de um viajante individual enfrentar problemas. Para calcular o índice de risco, a TripSIM utilizou indicadores como o Global Peace Index (Índice Global de Paz), que avalia o nível de tranquilidade de uma nação através de 23 indicadores qualitativos e quantitativos, e o Healthcare Quality Index, que mede a eficácia e acessibilidade dos sistemas de saúde.
Os 10 países mais arriscados da Europa para viagens a solo
De acordo com os dados compilados pela TripSIM, a lista dos dez países que apresentam maiores desafios para quem viaja sem companhia é encabeçada por nações do leste europeu, mas também inclui destinos muito populares entre os turistas portugueses.
- Rússia: Ocupa o primeiro lugar com uma pontuação de risco de 65,64, apresentando um Índice Global de Paz de 3,367 e uma pontuação de criminalidade de 6,92.
- Moldávia: Em segundo lugar, com 50,82 pontos, prejudicada por uma pontuação de infraestrutura rodoviária de apenas 2,6.
- Bósnia e Herzegovina: Terceiro lugar (48,45 pontos), registando uma disponibilidade de transportes públicos de 66,9.
- Itália: Surpreende no quarto lugar com 44,96 pontos. Apenas 60% dos inquiridos dizem sentir-se seguros a caminhar sozinhos à noite, o valor mais baixo entre o top 10 com dados disponíveis.
- Albânia: Quinta posição (44,44), com um índice de qualidade de saúde de 47,9.
- Grécia: Sexto lugar (43,31). Apesar da excelente rede de transportes (96,5), apenas 64% das pessoas se sentem seguras à noite.
- Malta: Sétimo lugar (42,47). Curiosamente, tem a taxa de mortalidade rodoviária mais baixa do grupo (2,19).
- Roménia: Oitavo lugar (41,95), com uma taxa de mortalidade rodoviária de 7,86.
- Macedónia do Norte: Nona posição (41,51), embora 75% dos residentes se sintam seguros a caminhar sozinhos.
- Bielorrússia: Fecha o top 10 com 40,62 pontos, detendo a pior taxa de mortalidade rodoviária do grupo: 16,96 por cada 100 mil habitantes.
O caso da Itália, analisado pela TripSIM, é particularmente ilustrativo de como um destino pode ser multifacetado: apesar da perceção de insegurança noturna, o país apresenta uma taxa de homicídios muito baixa, de apenas 0,57 por 100.000 habitantes, o que reforça a necessidade de olhar para além de um único indicador.
Onde a segurança é prioritária: Os destinos mais seguros
Se o objetivo é minimizar riscos, os dados da TripSIM apontam claramente para o Norte da Europa e para a região alpina. A Finlândia registou a pontuação de risco global mais baixa (15,72), beneficiando de um índice de qualidade de saúde de 77,5 e do facto de 88% da população se sentir segura ao caminhar sozinha após o pôr do sol.
A Dinamarca surge logo a seguir, com 15,83 pontos, onde a confiança na segurança noturna sobe para os 89%. A Suíça ocupa o terceiro lugar dos mais seguros (16,48), destacando-se pela excelência da sua infraestrutura rodoviária (pontuação de 6,3). O Luxemburgo (16,76) brilha na mobilidade, com uma disponibilidade de transportes públicos de 97,4. Finalmente, a Noruega (17,66) completa os cinco países mais seguros, onde 91% das pessoas se sentem seguras à noite e a taxa de mortalidade rodoviária é de apenas 1,54.
Conselhos práticos de Arber Abdullahu para viajantes
Arber Abdullahu, porta-voz da TripSIM, enfatiza que a preparação é a chave para o sucesso de uma viagem individual. "Antes de reservar, planeie como irá do ponto de chegada até ao seu alojamento, especialmente se aterrar tarde. Verifique a que horas param os transportes públicos e quanto custaria uma alternativa de transporte," aconselha o responsável.
Dicas essenciais de segurança:
- Descarregue um mapa offline da região para o seu telemóvel.
- Guarde o endereço exato do alojamento e garanta que terá acesso à internet assim que chegar.
- Partilhe o seu plano de chegada com alguém de confiança e avise quando estiver instalado.
- Pesquise especificamente o bairro onde vai ficar, pois as médias nacionais podem variar muito localmente.
Perguntas Frequentes
Quais os critérios usados pela TripSIM para definir o risco de um país?
O ranking da TripSIM baseia-se em 13 medidas, incluindo criminalidade, qualidade das estradas, eficácia dos cuidados de saúde, disponibilidade de transportes públicos e o sentimento de segurança individual ao caminhar sozinho à noite.
Porque é que a Itália aparece no top 10 de países mais arriscados?
Embora tenha uma taxa de homicídios muito baixa, a Itália pontuou negativamente no estudo da TripSIM devido à perceção de segurança noturna, com apenas 60% das pessoas a afirmarem sentir-se seguras a caminhar sozinhas à noite, além de outros fatores estruturais analisados.
Qual é o país europeu mais seguro para viajar sozinho segundo o estudo?
De acordo com os dados da TripSIM, a Finlândia é o país mais seguro da Europa para viajantes a solo, apresentando a pontuação de risco mais baixa de todos os 40 países analisados.
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