AMD Ryzen Threadripper 9000: o regresso das estações de trabalho extremas com Zen 5

AMD Ryzen Threadripper 9000: o regresso das estações de trabalho extremas com Zen 5

Threadripper volta ao palco com arquitetura Zen 5

A AMD acaba de oficializar a chegada da nova geração Ryzen Threadripper 9000, baseada na arquitetura Zen 5, e o mercado de estações de trabalho profissionais ganha novo fôlego. O modelo de topo, o Threadripper Pro 9995WX, mantém os impressionantes 96 núcleos e 192 threads, mas promete saltos significativos de desempenho graças ao novo design de núcleos e a melhorias no controlador de memória.

Especificações que assustam (no bom sentido)

A gama divide-se em duas famílias: a Pro, vocacionada para workstations empresariais com suporte a memória ECC de oito canais e até 128 linhas PCIe 5.0, e a série não-Pro, destinada a criadores de conteúdo e entusiastas que constroem máquinas para edição de vídeo 8K, simulações ou renderização 3D. Os relógios de impulso atingem os 5,4 GHz no modelo topo de gama, algo que parecia impensável num processador com tantos núcleos.

O socket sTR5 mantém-se, o que significa que quem investiu em motherboards WRX90 ou TRX50 pode atualizar com uma simples passagem pela BIOS. Esta continuidade é uma lufada de ar fresco num setor onde cada nova geração costuma exigir trocar a plataforma inteira.

Desempenho na prática

Nos primeiros testes divulgados, o Pro 9995WX apresenta ganhos médios de 20 a 30% face à geração anterior em cargas de renderização no Blender, V-Ray e Cinema 4D. Em compilação de código no Linux, alguns programadores reportam reduções de tempo na ordem dos 25%. A eficiência energética também melhorou: apesar do TDP nominal de 350W, o consumo médio em cargas mistas é inferior ao do antecessor com a mesma frequência efetiva.

Quem deve estar atento?

Estes processadores não são para quem quer jogar Counter-Strike. O público-alvo são estúdios de animação, laboratórios de investigação, programadores de IA local e profissionais que dependem de cargas pesadas multi-thread. Em Portugal, integradores como a Globaldata e a Insight devem começar a oferecer configurações pré-montadas para empresas, com preços que arrancam acima dos 5.000 euros para a versão de entrada e podem ultrapassar facilmente os 15.000 euros no modelo de topo.

O contexto competitivo

A Intel tem tido dificuldades em responder neste segmento desde que descontinuou parte da linha Xeon W para workstations extremas. A NVIDIA, com as suas plataformas baseadas em Grace, foca-se mais em servidores. Isto deixa a AMD numa posição confortável de quase monopólio no nicho HEDT (High-End Desktop), o que levanta a questão: sem pressão competitiva direta, até quando manterá a empresa a cadência agressiva de inovação? Por agora, o Threadripper 9000 mostra que o ritmo continua.

Disponibilidade em Portugal

As primeiras unidades devem chegar aos revendedores portugueses nas próximas semanas, com a PCDIGA, Globaldata e Aquário já a aceitar reservas para clientes empresariais. Para o consumidor entusiasta, o conselho é esperar pelos primeiros reviews independentes antes de comprometer um orçamento desta dimensão.

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