Revolut vs N26: qual a melhor conta cripto para investidores em Portugal

Duas fintechs, duas visões diferentes sobre cripto
A Revolut e o N26 continuam a ser dois dos nomes mais falados no universo das fintechs europeias, e ambos apostaram forte na integração de criptomoedas dentro das suas apps. Contudo, quem vive em Portugal e procura uma solução prática para comprar, vender e guardar ativos digitais depara-se com abordagens muito distintas. A Revolut assume-se como uma plataforma híbrida, quase uma corretora ligeira, enquanto o N26 mantém-se fiel ao seu ADN bancário, tratando a cripto como uma extensão do investimento tradicional.
Catálogo de criptomoedas e taxas
Na Revolut, o utilizador em Portugal tem acesso a mais de 200 tokens, incluindo Bitcoin, Ethereum, Solana, Cardano e várias altcoins de menor capitalização. As comissões variam consoante o plano: os utilizadores Standard pagam cerca de 1,49% por transação, valor que desce nos planos Premium, Metal e Ultra. Já o N26, através da funcionalidade N26 Crypto operada em parceria com a Bitpanda, oferece mais de 200 criptomoedas mas com uma tabela de comissões diferente — 1,5% para Bitcoin e 2,5% para as restantes moedas no plano gratuito, com descontos progressivos para clientes N26 You, Metal e Business.
Experiência de utilização e segurança
A app da Revolut destaca-se pela rapidez de execução e por funcionalidades como ordens recorrentes, alertas de preço e a possibilidade de mover cripto para uma carteira externa, algo que passou a estar disponível gradualmente através da Revolut X, a plataforma dedicada a traders mais experientes. O N26, por seu lado, aposta na simplicidade extrema: comprar cripto na app é tão simples como fazer uma transferência SEPA, mas há menos ferramentas analíticas e a integração com carteiras externas continua limitada.
Em termos de segurança, ambos operam sob regulação europeia e beneficiam da estrutura MiCA, agora plenamente aplicável. O N26 tem licença bancária alemã, o que garante proteção de depósitos até 100 mil euros para os saldos em euros — mas atenção, essa proteção não cobre os ativos cripto. A Revolut, com licença bancária lituana, aplica o mesmo princípio.
Fiscalidade em Portugal: o que muda entre as duas
Para quem investe a partir de Portugal, a fiscalidade sobre mais-valias em cripto detidas menos de 365 dias é tributada a 28%. Tanto a Revolut como o N26 fornecem extratos anuais úteis para a declaração de IRS, mas nenhuma das plataformas gera automaticamente o Anexo G. A Revolut tem-se mostrado mais transparente na exportação de dados via CSV, o que facilita o trabalho de contabilistas e ferramentas fiscais especializadas.
Qual escolher?
Se o objetivo é fazer trading ativo, aceder a mais funcionalidades e mover ativos para carteiras próprias, a Revolut é claramente a opção mais completa. Se o utilizador procura um banco tradicional com a opção adicional de comprar cripto de forma ocasional, sem grande complexidade, o N26 cumpre bem esse papel. A escolha, no fundo, depende de quanto peso a cripto tem na estratégia financeira de cada um.
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