igus i.Cee²: O novo módulo que simplifica a manutenção preditiva industrial sem infraestruturas complexas
A igus lançou o i.Cee², um módulo industrial compacto que permite implementar a manutenção preditiva de forma simples e direta, sem a necessidade de infraestruturas de TI complexas.
A revolução da manutenção preditiva com a igus
Num cenário industrial onde os preços da energia continuam a subir e a exigência por sustentabilidade e eficiência é cada vez maior, o controlo rigoroso dos dados tornou-se uma necessidade competitiva. A igus, especialista em smart plastics, compreendeu que muitas empresas portuguesas e internacionais hesitam em avançar para a digitalização devido à complexidade técnica e aos custos elevados. Para resolver este problema, a marca apresenta o i.Cee².
Este dispositivo industrial compacto é instalado diretamente no quadro elétrico da máquina. O seu grande diferencial é funcionar como um sistema independente, assumindo o papel de módulo de análise e registo de dados universal. Através de ligações integradas, permite que qualquer empresa comece a monitorizar o estado dos seus equipamentos de forma imediata.
O que é a manutenção preditiva e por que importa?
A manutenção preditiva, ao contrário da manutenção corretiva (reparar quando avaria) ou preventiva (trocar peças por calendário), baseia-se no estado real do equipamento. Ao utilizar o módulo i.Cee² da igus, os gestores de manutenção podem antecipar falhas com base em dados concretos como temperatura, ciclos de utilização e forças aplicadas, evitando paragens não planeadas que custam milhares de euros por hora.
Hardware robusto: Conectividade e especificações técnicas
O i.Cee² da igus foi desenhado para ser uma solução plug&play. A sua versatilidade reside na capacidade de se ligar a uma vasta gama de sensores já existentes no mercado ou fornecidos pela própria igus. O módulo garante um funcionamento fiável mesmo em condições elétricas exigentes, como as encontradas em pórticos de fábricas ou gruas, onde as redes podem ser instáveis.
As principais caraterísticas de hardware do i.Cee² incluem:
- Alimentação elétrica de 24 V DC, testada contra interferências eletromagnéticas.
- Quatro entradas e quatro saídas analógicas e digitais.
- Ligação CAN bus e RS485 para comunicação industrial.
- Porta HDMI para visualização direta num ecrã.
- Duas portas RJ45 para integração em rede.
Este conjunto de especificações permite registar métricas críticas como a humidade, forças de tração, quantidade de ciclos e temperaturas de funcionamento, oferecendo uma visão holística do estado da máquina sem exigir que o utilizador configure uma rede informática do zero.
Processamento local (Edge Computing) e segurança de dados
Uma das maiores vantagens competitivas do i.Cee² da igus é o processamento de dados no local de origem. Em vez de depender exclusivamente de modelos baseados na cloud (nuvem), que podem sofrer com latência ou falhas de ligação à internet, este módulo utiliza os princípios de edge computing.
Autonomia e integração flexível
Os dados são processados e visualizados no próprio dispositivo em apenas alguns segundos. Isto minimiza a dependência de redes externas e garante uma resposta rápida em caso de anomalia. No entanto, a igus não fechou o sistema: a integração com plataformas superiores, como sistemas SCADA ou MES, é totalmente possível através de APIs REST e do protocolo MQTT. O sistema pode funcionar de forma totalmente autónoma no modo local, o que é ideal para empresas que priorizam a cibersegurança e a soberania dos seus dados industriais.
Software aberto para máxima flexibilidade do utilizador
A igus adotou uma filosofia de software aberto para o i.Cee². O módulo é fornecido com um ambiente pronto a utilizar, baseado em ferramentas amplamente reconhecidas na comunidade tecnológica:
- Node-RED: Uma ferramenta de programação visual para definir fluxos de dados de forma intuitiva.
- InfluxDB: Uma base de dados otimizada para armazenamento de séries temporais.
- Grafana: Uma plataforma líder para a criação de painéis de monitorização (dashboards) e visualização de correlações.
Esta abordagem permite que mesmo equipas sem conhecimentos profundos de programação consigam criar os seus primeiros painéis de controlo. Ao mesmo tempo, o sistema permanece aberto para expansões futuras, permitindo a inclusão de algoritmos de inteligência artificial ou métodos de análise mais avançados.
A visão da igus para o futuro da manutenção
Richard Habering, Responsável pela área de smart plastics na igus, sublinha que a manutenção preditiva deve ser um caminho gradual: "A manutenção preditiva não se inicia com sistemas complexos, mas sim com os dados iniciais, motivo pelo qual utilizamos deliberadamente o registo de dados como ponto de partida para o i.Cee². Isto permite que os clientes comecem por registar os dados fornecidos pelas máquinas para reconhecermos correlações e o estado passo a passo".
Segundo o responsável, esta abordagem permite uma transição realista para a monitorização do estado, estabelecendo uma base fiável para previsões e recomendações específicas, especialmente para empresas que ainda não possuem um histórico de dados dos seus ativos. Estas novidades fazem parte do catálogo de 2026 da igus dedicado à manutenção inteligente.
Perguntas Frequentes
O módulo igus i.Cee² precisa de ligação à internet para funcionar?
Não. O i.Cee² pode funcionar de forma totalmente autónoma em modo local, processando e visualizando os dados diretamente no dispositivo, o que garante a segurança dos dados e o funcionamento em locais sem acesso à rede.
Quais são os principais benefícios de utilizar o i.Cee² da igus?
Os principais benefícios incluem a redução de tempos de paragem não planeados, a otimização do consumo energético, a facilidade de instalação (plug&play) e a capacidade de visualizar o estado da máquina em tempo real sem custos elevados de infraestrutura informática.
Que tipos de sensores posso ligar ao i.Cee²?
O módulo possui quatro entradas analógicas e digitais, além de portas CAN bus e RS485, permitindo a ligação de sensores de temperatura, humidade, pressão, força, contagem de ciclos e muitos outros sensores industriais comuns no mercado.
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