Kaspersky revela que 69% das empresas europeias vão investir mais em cibersegurança em 2024

Segundo um estudo recente da Kaspersky, 69% das empresas na Europa planeiam reforçar o investimento em cibersegurança nos próximos 12 meses para proteger dados e garantir a continuidade do negócio.
Kaspersky destaca a cibersegurança como função estratégica central
A Kaspersky, empresa líder global em soluções de segurança informática, publicou novos dados que confirmam uma mudança de paradigma no setor empresarial europeu. De acordo com o relatório "Beyond the Firewall", a grande maioria das organizações já não encara a segurança digital como um mero custo técnico ou um suporte secundário, mas sim como uma função estratégica vital para a sobrevivência e crescimento do negócio. No contexto atual, a Kaspersky aponta que a segurança de TI é agora vista como uma peça fundamental na engrenagem corporativa, influenciando decisões ao mais alto nível.
Este reforço no investimento, planeado por 69% das empresas europeias para o próximo ano, surge numa altura em que as ameaças cibernéticas se tornam cada vez mais sofisticadas. A análise da Kaspersky sublinha que o foco não está apenas na instalação de software defensivo, mas sim na criação de uma infraestrutura resiliente que possa responder a incidentes sem comprometer as operações diárias.
Os pilares do investimento: Proteção de dados e continuidade
O comunicado da Kaspersky identifica três áreas prioritárias que estão a motivar as empresas a alocar mais recursos financeiros à cibersegurança. Estas áreas refletem as maiores preocupações dos gestores portugueses e europeus no que diz respeito à integridade das suas organizações:
- Proteção de Dados: Com o endurecimento das regulações europeias (como o RGPD), garantir que os dados de clientes e segredos comerciais não são expostos é a prioridade máxima.
- Redução do Risco Financeiro: Um ataque de ransomware ou uma fuga de dados pode resultar em multas pesadas e perdas diretas de receita. A Kaspersky demonstra que investir preventivamente é significativamente mais barato do que remediar uma invasão.
- Continuidade do Negócio: Em Portugal e no resto da Europa, a dependência digital é total. Se os sistemas param devido a um incidente de segurança, a empresa para de produzir e de faturar.
O conceito de Continuidade do Negócio
Quando a Kaspersky refere a "continuidade do negócio", refere-se à capacidade de uma organização manter as suas funções essenciais durante e após a ocorrência de um desastre ou ataque. Para o tecido empresarial português, isto significa ter sistemas de backup robustos, planos de recuperação de desastres e uma arquitetura de rede que permita isolar ameaças sem desligar toda a operação.
Cibersegurança para lá da Firewall
O título do estudo da Kaspersky, "Beyond the Firewall", sugere que as empresas estão a olhar para além das defesas tradicionais de perímetro. Atualmente, a segurança informática engloba a proteção de dispositivos móveis, ambientes de nuvem (cloud) e, crucialmente, a formação dos colaboradores. A Kaspersky tem vindo a alertar que o erro humano continua a ser uma das principais portas de entrada para software malicioso, tornando a literacia digital uma parte integrante do investimento em segurança.
Redução de riscos financeiros e operacionais
A proteção contra o risco financeiro mencionada pela Kaspersky não se limita apenas ao roubo direto de dinheiro. Inclui também os custos de investigação forense após um ataque, os custos de relações públicas para recuperar a reputação da marca e os potenciais processos judiciais de utilizadores cujos dados tenham sido comprometidos. Ao reforçar o orçamento nesta área, as empresas estão, na prática, a subscrever um seguro de viabilidade a longo prazo.
Importância para o mercado português
Para as empresas que operam em Portugal, as conclusões da Kaspersky são particularmente relevantes. O mercado nacional é composto maioritariamente por Pequenas e Médias Empresas (PME) que, muitas vezes, são alvos preferenciais por possuirem defesas menos robustas que as grandes corporações. A intenção de investimento revelada neste estudo mostra que o mercado europeu está a acordar para a necessidade de proteger o ecossistema digital de forma proativa.
Perguntas Frequentes
Qual a percentagem de empresas europeias que vai investir em cibersegurança segundo a Kaspersky?
De acordo com o estudo da Kaspersky, 69% das empresas na Europa planeiam reforçar o seu investimento em cibersegurança ao longo dos próximos 12 meses.
Quais são os principais benefícios deste investimento apontados pela Kaspersky?
A Kaspersky destaca como principais benefícios a proteção eficaz de dados sensíveis, a redução significativa do risco financeiro derivado de ataques e a garantia da continuidade do negócio em caso de incidentes.
A cibersegurança ainda é vista apenas como uma tarefa do departamento de TI?
Não. A Kaspersky afirma que 99% das empresas (segundo os dados globais do seu relatório) veem agora a segurança de TI como uma função central de negócio, integrando-a na estratégia global da organização e não apenas como uma ferramenta técnica.
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