Aqara FP2 vs Aqara Presence Sensor FP1E: qual o sensor de presença certo para a tua casa inteligente?

Aqara FP2 vs Aqara Presence Sensor FP1E: qual o sensor de presença certo para a tua casa inteligente?

Os sensores de presença mmWave estão a mudar a forma como automatizamos a casa

Durante anos, dependemos de sensores PIR para acender luzes e disparar rotinas. O problema é conhecido: bastava ficar parado a ler no sofá para a luz se apagar. Os novos sensores de presença com tecnologia mmWave, como os da Aqara, vieram resolver esse incómodo, detetando microvibrações como a respiração. A questão é: vale a pena pagar mais pelo topo de gama FP2 ou o recém-chegado FP1E é suficiente para a maioria dos lares portugueses?

Aqara FP1E: a aposta acessível e direta ao ponto

O FP1E é a resposta da Aqara para quem quer entrar no mundo da deteção de presença sem complicações nem grandes investimentos. Liga-se via Zigbee 3.0 (precisa de um hub Aqara compatível) e foca-se numa única missão: dizer se há ou não alguém numa divisão, mesmo que esteja completamente imóvel. Tem um alcance até cerca de 6 metros e um ângulo de deteção de 120 graus, com tempo de resposta praticamente instantâneo.

É a escolha óbvia para quartos, casas de banho ou escritórios pequenos, onde basta saber se a divisão está ocupada. O preço ronda os 40-50 euros, o que o torna num dos sensores mmWave mais competitivos do mercado.

Aqara FP2: o canivete suíço da deteção

O FP2 joga noutra liga. Liga-se por Wi-Fi (sem precisar de hub) e suporta nativamente Matter, HomeKit, Google Home e Alexa. A grande diferença é a capacidade de monitorizar até cinco zonas distintas na mesma divisão. Na prática, podes definir que o sofá da sala aciona o modo cinema, enquanto a mesa de jantar aciona outra rotina, tudo com o mesmo aparelho.

Acrescenta ainda deteção de queda (útil para casas com pessoas idosas), sensor de luminosidade integrado e a possibilidade de detetar múltiplas pessoas em simultâneo. O preço fica nos 75-85 euros, quase o dobro do FP1E.

Comparação direta: onde cada um brilha

Se vives num T2 e queres automatizar luzes em divisões pequenas, várias unidades do FP1E sairão mais baratas e dão-te uma cobertura completa. A integração via Zigbee é estável e poupa largura de banda Wi-Fi.

Já se tens uma sala ampla, open space ou queres tirar partido do Matter sem depender de hub, o FP2 compensa o investimento extra. As zonas múltiplas permitem cenários que simplesmente não são possíveis com sensores tradicionais, como ativar a iluminação ambiente apenas quando alguém se senta numa zona específica.

Privacidade e instalação

Ambos os sensores trabalham sem câmara, o que é uma vantagem clara face a soluções concorrentes que dependem de visão computacional. A instalação é simples: alimentação por USB-C e fixação por suporte magnético ou parafusos. O FP2 oferece mais flexibilidade de posicionamento, podendo ser colocado em tetos e paredes em vários ângulos, enquanto o FP1E é mais convencional.

Veredicto: qual escolher?

Para quem está a começar a montar uma casa inteligente e quer substituir os velhos sensores PIR sem gastar uma fortuna, o FP1E é a escolha mais lógica. Faz o essencial bem feito e integra-se com o ecossistema Aqara que muitos portugueses já têm em casa.

Para utilizadores avançados, casas maiores ou para quem aposta tudo no Matter como protocolo universal, o FP2 continua a ser a referência da categoria. As zonas múltiplas, sozinhas, justificam a diferença de preço se realmente fores explorar automações sofisticadas.

O ponto interessante? Estes dois modelos não são propriamente concorrentes diretos: complementam-se. Não é raro ver utilizadores a usarem o FP2 nas zonas sociais e vários FP1E espalhados pelos quartos. É esse o sinal de que a Aqara percebeu o mercado: dar opções consoante o que cada divisão pede.

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