Qista chega a Portugal com armadilha tecnológica que promete reduzir mosquitos até 90% sem pesticidas

Os mosquitos deixaram de ser apenas um incómodo passageiro de verão. Em Portugal, tal como acontece em Espanha, Itália ou no sul de França, a expansão do mosquito-tigre asiático (Aedes albopictus) tornou-se um verdadeiro problema de saúde pública, impulsionado pelas alterações climáticas, pelo prolongamento das estações quentes e pela urbanização densa. É neste contexto que a deeptech francesa Qista anuncia a chegada ao mercado português da sua nova armadilha doméstica: a Qista One xs.
Uma resposta tecnológica a um problema cada vez mais sério
As autoridades de saúde europeias têm vindo a alertar para o aumento das doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue e o chikungunya, e Portugal não é exceção. A expansão contínua do mosquito-tigre por todo o território nacional tem levado municípios, operadores turísticos e cidadãos a repensar as estratégias de prevenção, procurando alternativas mais sustentáveis aos pesticidas tradicionais.
A nova Qista One xs apresenta-se precisamente como uma resposta a este desafio: uma armadilha compacta, autónoma e sem recurso a substâncias tóxicas, pensada para uso residencial.
Como funciona: biomimetismo para enganar o mosquito
A tecnologia da Qista baseia-se no biomimetismo, ou seja, na reprodução dos sinais emitidos pelo corpo humano para atrair os mosquitos. Através do sistema patenteado MosqiVortex®, o dispositivo simula a respiração humana com recurso a CO₂ reciclado e a um atrativo olfativo, capturando os insetos sem necessidade de químicos.
Segundo a empresa, a solução permite reduzir até 90% das incomodidades causadas por mosquitos, com um desempenho cientificamente validado pelo centro de investigação independente Tour du Valat. O dispositivo é seletivo e não tóxico, podendo ser utilizado em espaços onde estão presentes crianças e animais de estimação sem qualquer risco para a saúde.
Mais compacta, mais discreta e com maior alcance
Apresentada em antevisão na CES Las Vegas em janeiro, a Qista One xs é o modelo mais pequeno da marca, com apenas 506 mm de altura e 193 mm de largura. O design otimizado facilita a instalação, o transporte e a manutenção, tornando o dispositivo mais discreto em jardins, terraços e varandas.
Entre as principais características, destacam-se:
- Raio de atração de 60 metros, um dos mais elevados do mercado;
- Autonomia dez vezes superior à das gerações anteriores;
- Funcionamento sem pesticidas nem substâncias tóxicas;
- Desenvolvimento e fabrico em França.
Preço e disponibilidade em Portugal
A Qista One xs estará disponível em Portugal nas próximas semanas, com um preço de 598,80 €. O lançamento integra a estratégia europeia da marca, que abrange também França, Espanha continental, Bélgica, Alemanha e Itália.
“A proteção contra os mosquitos já não deve ser um luxo, nem uma escolha entre eficácia e respeito pelo ambiente”, afirma Pierre Bellagambi, CEO da Qista. “Com a Qista One xs, conseguimos adaptar a nossa tecnologia de ponta a um formato doméstico mais compacto e acessível do que nunca. A nossa ambição é clara: democratizar esta solução sem pesticidas e torná-la uma referência na proteção das habitações, em Portugal e internacionalmente.”
Um sinal dos tempos
Com mais de 16 mil armadilhas instaladas em cerca de 150 municípios europeus, a chegada da Qista a Portugal reflete uma tendência clara: a procura por soluções tecnológicas, ecológicas e eficazes contra os mosquitos deixou de ser um nicho. Numa altura em que os verões são cada vez mais longos e quentes, este tipo de inovação pode tornar-se um aliado essencial do conforto e da saúde pública nos próximos anos.
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