Carregamento público de veículos elétricos: 82% dos condutores portugueses já usam a rede fora de casa

Carregamento público de veículos elétricos: 82% dos condutores portugueses já usam a rede fora de casa

O carregamento público de veículos elétricos deixou de ser uma alternativa ocasional para se transformar numa opção preferencial dos condutores portugueses. Segundo um novo estudo da Iberdrola | bp pulse, 82% dos condutores de veículos elétricos em Portugal recorrem habitualmente à rede pública de carregamento, seja em estradas, vias públicas, centros comerciais ou parques de estacionamento.

O inquérito, realizado a várias centenas de condutores portugueses com idades entre os 25 e os 75 anos, revela ainda que 68% dos utilizadores confiam especificamente na infraestrutura rápida e ultrarrápida para realizar viagens de longo curso — algo particularmente relevante durante as férias de verão, altura em que os deslocamentos aumentam significativamente.

O que valorizam os condutores na hora de carregar

Quando se trata de escolher onde carregar o carro elétrico, os condutores portugueses são claros nas suas prioridades. A localização dos pontos de carregamento é o fator mais valorizado (38%), seguido da velocidade de carregamento (26%) e da fiabilidade da rede (26%). Estes três pilares estão a redefinir o setor e a influenciar diretamente a escolha do operador.

"A disponibilidade de pontos de carregamento durante as nossas viagens e no nosso destino de férias, bem como a sua fiabilidade e elevada velocidade, são fundamentais para a expansão do automóvel elétrico", sublinha Ricardo Pacheco, Country Manager da Iberdrola | bp pulse em Portugal.

Uma rede em expansão acelerada

Portugal conta atualmente com mais de 15.000 pontos de carregamento em funcionamento, segundo dados oficiais da MOBI.E. Neste ecossistema, a Iberdrola | bp pulse destaca-se pela aposta forte no carregamento ultrarrápido, com potências entre 150 e 600 kW. Na Península Ibérica, a aliança estratégica soma já mais de 2.500 pontos de carregamento, dos quais cerca de 70% são ultrarrápidos.

Este crescimento acompanha a aceleração da adoção do veículo elétrico em Portugal, onde já circulam mais de 270 mil viaturas 100% elétricas. Só em abril de 2026, as vendas homólogas cresceram 34,61% face ao ano anterior — um sinal claro de que a mobilidade elétrica está a consolidar-se no mercado nacional.

Longas distâncias deixaram de ser um obstáculo

Uma das principais conclusões do estudo é a mudança clara nos hábitos dos condutores: o carro elétrico já não está confinado à cidade. Cada vez mais utilizadores confiam plenamente nos seus veículos para percorrer longas distâncias, aproveitando a densidade crescente de postos ultrarrápidos ao longo dos principais eixos rodoviários.

As chamadas "barreiras psicológicas" associadas à mobilidade elétrica — como a ansiedade de autonomia — estão a perder força. Este é um sinal de maturidade do setor e da confiança que os condutores depositam na infraestrutura disponível.

Jovens lideram a mudança

Os condutores mais jovens estão na vanguarda desta transformação. Entre os 25 e os 34 anos, 78% recorrem à rede pública com uma frequência média mensal de até 6 carregamentos. Para esta geração, o carregamento fora de casa é encarado como algo natural, integrado no dia a dia sem qualquer fricção.

"A generalização dos pontos de carregamento públicos permite integrar o carregamento de forma natural nas deslocações, consolidando uma mobilidade elétrica cada vez mais confortável, flexível e acessível", refere Ricardo Pacheco.

Digitalização é o próximo grande desafio

O estudo revela também que o utilizador de veículo elétrico é cada vez mais digital e exigente. As funcionalidades das aplicações tornaram-se decisivas: geolocalização inteligente dos carregadores próximos, pagamento integrado e — sobretudo — informações em tempo real sobre o estado dos pontos de carregamento são hoje critérios determinantes na escolha do operador.

A transparência quanto à ocupação em tempo real ganha particular relevância nas viagens de férias, quando o planeamento da rota depende diretamente da certeza de encontrar pontos disponíveis. Operadores que oferecem hubs com múltiplos carregadores conseguem eliminar esta preocupação e destacam-se pela positiva na perceção dos utilizadores.

"Colocamos o cliente no centro de tudo o que oferecemos, sabendo que cada condutor tem preferências diferentes na hora de recarregar o seu veículo", conclui o responsável, destacando ainda a possibilidade de pagamento através de cartão bancário e o acesso às aplicações dos principais operadores europeus.

Com uma rede em expansão, tecnologia ultrarrápida e uma experiência digital cada vez mais afinada, o carregamento público consolida-se como peça-chave da mobilidade elétrica em Portugal — e como fator decisivo para quem prepara as próximas viagens de verão.

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