Google e IA voam no Atlântico: Operação Blue Skies quer acabar com o rasto climático dos aviões

Google e IA voam no Atlântico: Operação Blue Skies quer acabar com o rasto climático dos aviões

A revolução invisível nos céus do Atlântico Norte

Já todos olhámos para o céu e vimos os longos rastos brancos deixados pelos aviões. O que muitos não sabem é que estes rastos de condensação, conhecidos como contrails, são responsáveis por cerca de um terço do impacto climático total da aviação. Para combater este problema, a Google aliou-se ao governo do Reino Unido e a vários parceiros do setor para lançar a Operação Blue Skies.

Como a Inteligência Artificial vai mudar a forma como voamos

O projeto, com uma duração prevista de 30 meses e um investimento de 5 milhões de libras, foca-se no espaço aéreo de Shanwick, no Atlântico Norte — uma zona de passagem obrigatória para a maioria dos voos que ligam Portugal e o resto da Europa à América do Norte. Através de algoritmos avançados de Inteligência Artificial, o sistema sugere pequenos desvios de altitude em cerca de 10.000 voos experimentais. O objetivo é evitar zonas específicas da atmosfera onde a humidade e a temperatura favorecem a formação destas nuvens artificiais que retêm o calor na Terra.

Sustentabilidade sem custos astronómicos

Ao contrário da transição para novos combustíveis ou motores, que pode demorar décadas, a abordagem da Google UK e dos seus parceiros (que incluem o NATS, o Met Office e universidades de prestígio) é puramente operacional. Trata-se de usar os dados para voar de forma mais inteligente. Se os testes validarem esta tecnologia, a Operação Blue Skies poderá tornar-se num dos modelos mais económicos e eficazes para descarbonizar a aviação global, reduzindo drasticamente o aquecimento provocado pelos voos transatlânticos sem comprometer a segurança ou o conforto dos passageiros.

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