GreenYellow e Jerónimo Martins: 18 novas centrais solares aceleram descarbonização no retalho português

GreenYellow e Jerónimo Martins: 18 novas centrais solares aceleram descarbonização no retalho português

A GreenYellow concluiu a instalação de 18 centrais solares fotovoltaicas para o Grupo Jerónimo Martins, reforçando a transição energética e a competitividade do retalho nacional.

Parceria entre GreenYellow e Jerónimo Martins impulsiona energia solar

A GreenYellow, multinacional especializada em soluções de eficiência energética e produção solar, anunciou a conclusão de um projeto de larga escala para o Grupo Jerónimo Martins. Esta iniciativa consistiu na implementação de 18 centrais solares fotovoltaicas que operam em regime de autoconsumo. O projeto baseia-se num modelo de contrato de aquisição de energia (PPA - Power Purchase Agreement) on-site, com uma validade de 15 anos, garantindo estabilidade e previsibilidade de custos para o gigante do retalho.

O que é um contrato PPA e por que importa à GreenYellow?

Um PPA (Power Purchase Agreement) é um contrato de longo prazo onde uma empresa, neste caso a GreenYellow, assume a responsabilidade pelo investimento, instalação e manutenção da infraestrutura energética, vendendo a eletricidade produzida diretamente ao cliente a um preço competitivo e pré-definido. Para o Grupo Jerónimo Martins, este modelo permite focar-se no seu 'core business' enquanto beneficia de energia limpa sem a necessidade de um investimento de capital inicial massivo, transferindo o risco técnico para a GreenYellow.

Impacto técnico e ambiental: Os números da GreenYellow

As 18 centrais solares instaladas pela GreenYellow já se encontram totalmente operacionais. A sua localização estratégica em coberturas (rooftops) permite o aproveitamento de espaços anteriormente improdutivos para a geração de eletricidade renovável. O projeto abrange diversas insígnias do Grupo Jerónimo Martins, nomeadamente lojas Pingo Doce e unidades Recheio Cash & Carry, além de uma unidade do Grupo Luís Vicente, parceiro e produtor de frutas e legumes.

Em termos de capacidade e produção, os dados fornecidos pela GreenYellow são expressivos:

  • Capacidade Total Instalada: 8 MWp (Megawatt-peak);
  • Produção Estimada Anual: 11.6 GWh (Gigawatt-hora) por ano;
  • Redução de Emissões: Mais de 1.230 toneladas de CO₂ evitadas anualmente;
  • Equivalência de Consumo: Eletricidade suficiente para abastecer mais de 3.860 famílias portuguesas.

Esta produção local reduz significativamente a dependência de energia de origem fóssil e protege a operação da volatilidade característica dos preços do mercado energético, reforçando a sustentabilidade de toda a cadeia de valor.

Cobertura geográfica nacional do projeto

A GreenYellow demonstrou uma sólida capacidade logística ao implementar estas soluções em simultâneo em múltiplos ativos e localizações dispersas por Portugal. Esta capilaridade é essencial para grupos como a Jerónimo Martins, que possuem infraestruturas em diversos pontos do país. As 18 localizações contempladas neste projeto da GreenYellow incluem:

  • Albufeira e Portimão (Algarve);
  • Sines, Lagos e Corroios;
  • Amadora, Odivelas, Sintra e Torres Vedras (Grande Lisboa);
  • Leiria, Óbidos e Aveiro;
  • Penafiel, Póvoa de Varzim e Vilar do Pinheiro (Norte);
  • Freixofeira.

Esta distribuição reforça não só a estratégia de sustentabilidade do Grupo Jerónimo Martins, mas também a competência da GreenYellow na execução de projetos de engenharia complexos em escala.

A visão estratégica da GreenYellow para o retalho

O modelo de negócio da GreenYellow diferencia-se por oferecer uma solução 'chave na mão'. Isto significa que a empresa assegura todas as fases do processo: desde o estudo inicial e engenharia, passando pelo fornecimento de equipamentos e instalação, até à operação e manutenção (O&M) durante os 15 anos do contrato. Luis Almeida, General Manager Portugal da GreenYellow, destaca a importância deste setor:

“No setor do retalho, a energia é um dos maiores custos operacionais e um fator determinante de competitividade. Ao produzir eletricidade renovável diretamente no local de consumo, damos aos nossos clientes previsibilidade de custos a longo prazo e maior independência face à rede – dois ativos estratégicos num contexto de elevada volatilidade. Este projeto com o Grupo Jerónimo Martins demonstra a capacidade única da GreenYellow de executar em escala, implementando dezenas de centrais em múltiplas localizações, com um único parceiro responsável de ponta a ponta.”

A GreenYellow, que foi fundada em 2007 e já opera em cerca de 15 países, posiciona-se assim como um parceiro fundamental para a descarbonização do setor terciário e industrial (C&I) em Portugal, tornando a transição energética um processo mais acessível e eficiente para as grandes empresas.

Perguntas Frequentes

Como é que a GreenYellow ajuda a reduzir os custos de energia do Pingo Doce?

A GreenYellow instala centrais fotovoltaicas nas coberturas das lojas, permitindo ao Grupo Jerónimo Martins consumir energia produzida no local (autoconsumo). Através de um contrato PPA, o preço desta energia é estável e inferior ao praticado pela rede elétrica tradicional, protegendo a empresa da subida de preços do mercado.

O que acontece com a manutenção das centrais solares da GreenYellow?

A GreenYellow é responsável por toda a operação e manutenção das 18 centrais durante os 15 anos de vigência do contrato. O modelo 'chave na mão' garante que o cliente não tem preocupações técnicas com o funcionamento dos painéis, assegurando a máxima eficiência da produção energética ao longo do tempo.

Qual é o impacto ambiental das 18 centrais instaladas pela GreenYellow?

As centrais instaladas pela GreenYellow evitam a emissão de mais de 1.230 toneladas de CO₂ todos os anos. Para se ter uma ideia da escala, a energia renovável produzida pela GreenYellow neste projeto é equivalente ao consumo elétrico anual de mais de 3.860 famílias portuguesas.

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