Kaspersky revela que 82% das empresas europeias apontam as pessoas como o maior risco de ciberataque

Kaspersky revela que 82% das empresas europeias apontam as pessoas como o maior risco de ciberataque

Um novo estudo da Kaspersky revela que 82% das organizações na Europa consideram as pessoas como o principal fator de risco para um potencial ciberataque bem-sucedido contra a sua empresa, superando inclusivamente a importância atribuída aos processos e controlos técnicos, que foram citados por 75% dos inquiridos. Esta conclusão da Kaspersky sublinha uma mudança de paradigma na segurança digital, onde a vulnerabilidade humana se sobrepõe às falhas de software ou hardware.

O fator humano na visão da Kaspersky

A análise detalhada pela Kaspersky demonstra que a perceção de risco nas empresas europeias está cada vez mais centrada no comportamento dos seus colaboradores. Embora o investimento em firewalls, sistemas de deteção de intrusões e outras ferramentas tecnológicas seja constante, os dados da Kaspersky indicam que a falha humana continua a ser a porta de entrada mais temida pelas equipas de gestão. Este receio não é infundado, visto que a engenharia social e os ataques de phishing dependem exclusivamente da interação do utilizador para terem sucesso.

Os três pilares do risco identificados pela Kaspersky

De acordo com o estudo realizado pela Kaspersky, existem três fatores críticos que compõem este cenário de vulnerabilidade nas organizações europeias. Quase um quarto dos participantes em cada categoria apontou as seguintes lacunas como determinantes para a insegurança das redes:

  • Falta de políticas de segurança eficientes (24%): A ausência de regras claras ou a existência de normas obsoletas que os colaboradores não compreendem ou não conseguem seguir.
  • Insuficiência de conhecimentos especializados (23%): Uma carência gritante de profissionais de segurança informática com formação adequada para lidar com as ameaças modernas.
  • Elevada carga de trabalho (22%): Equipas de TI e de segurança informática sobrecarregadas, o que aumenta a probabilidade de erros de configuração ou a falta de atenção a alertas críticos.

A importância da formação para a Kaspersky

A Kaspersky defende que entender estes números é o primeiro passo para mitigar os riscos. Quando a Kaspersky refere que 82% das empresas veem as pessoas como o risco principal, está a validar a necessidade urgente de investir em literacia digital. Em Portugal, onde o tecido empresarial é composto maioritariamente por PMEs, este dado é particularmente relevante, uma vez que estas estruturas possuem frequentemente menos recursos para defesas técnicas avançadas, dependendo fortemente do comportamento seguro de cada utilizador.

O que são controlos técnicos vs. políticas de segurança?

Para melhor compreender os dados da Kaspersky, é importante distinguir os conceitos. Os controlos técnicos referem-se a soluções de software e hardware, como antivírus e encriptação. Já as políticas de segurança são as diretrizes humanas: como criar palavras-passe, como identificar um email suspeito ou como proceder ao aceder a dados da empresa através de um telemóvel pessoal. A Kaspersky sublinha que, se a política falha ou se o colaborador não a conhece, a melhor firewall do mundo pode tornar-se irrelevante.

O impacto da carga de trabalho na segurança informática

Um dado preocupante realçado pela Kaspersky é que 22% dos inquiridos admitem que a carga de trabalho das equipas de TI é um fator de risco. Isto significa que a segurança não está a falhar apenas por falta de ferramentas, mas por exaustão humana. Profissionais de TI que lidam com centenas de pedidos de suporte e atualizações de sistemas podem, facilmente, ignorar um sinal de alerta que seria o prelúdio de um ataque de ransomware. A Kaspersky sugere que a automação e o apoio externo podem ser soluções para aliviar esta pressão.

O caminho para uma cultura de cibersegurança

As conclusões da Kaspersky levam a crer que a solução para o futuro não passa apenas por comprar mais software, mas por construir uma cultura de segurança robusta. A Kaspersky aponta que a falta de conhecimentos especializados (23%) é um obstáculo que só se resolve com formação contínua. Para o utilizador comum, isto traduz-se em saber que um ecrã bloqueado e a autenticação de dois fatores são tão importantes para a empresa como a própria estratégia de vendas.

Perguntas Frequentes

Segundo a Kaspersky, qual é o maior risco para as empresas na Europa?

O maior risco são as pessoas (o fator humano), sendo apontado por 82% das organizações europeias inquiridas pela Kaspersky como o principal ponto de vulnerabilidade para um ciberataque.

Quais são os principais riscos internos citados no estudo da Kaspersky?

Os três principais riscos são a falta de políticas de segurança eficientes (24%), a insuficiência de especialistas qualificados em segurança (23%) e a excessiva carga de trabalho das equipas de TI (22%).

A tecnologia é menos importante que as pessoas para a Kaspersky?

Não se trata de importância, mas de vulnerabilidade. O estudo da Kaspersky mostra que 75% das empresas veem os controlos técnicos como risco, mas as pessoas (82%) superam essa percentagem, indicando que o erro humano é considerado mais provável ou perigoso.

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