Palo Alto Networks revela que empresas europeias vão reforçar investimento em cibersegurança

A Palo Alto Networks revelou que a grande maioria das empresas europeias pretende aumentar o seu investimento em cibersegurança para mitigar riscos crescentes.
Orçamentos em ascensão perante ameaças complexas
De acordo com os dados mais recentes partilhados pela Palo Alto Networks, líder mundial em cibersegurança, as organizações no continente europeu estão a demonstrar uma consciência sem precedentes face à vulnerabilidade dos seus ativos digitais. O novo relatório indica que cerca de 92% das empresas europeias planeiam reforçar os seus orçamentos dedicados à proteção de dados e infraestruturas ao longo do próximo ano económico.
Este aumento no investimento não surge por acaso. A Palo Alto Networks destaca que 80% das organizações inquiridas reportaram um incremento no número de ciberataques sofridos nos últimos 12 meses. A sofisticação destas investidas, que vão desde o ransomware até a ataques de phishing altamente personalizados, está a obrigar os quadros diretivos a olharem para a segurança não como um custo acessório, mas como um pilar fundamental da continuidade de negócio.
O impacto da Inteligência Artificial Generativa
Um dos pontos fulcrais sublinhados pela Palo Alto Networks é a emergência da Inteligência Artificial Generativa (GenAI). Para os especialistas da marca, esta tecnologia representa uma faca de dois gumes:
- Automatização de Ataques: Os atacantes utilizam a GenAI para criar malware mais complexo e comunicações fraudulentas impossíveis de distinguir de e-mails legítimos.
- Defesa Proativa: As equipas de segurança utilizam a mesma tecnologia para detetar anomalias em tempo real e responder a incidentes em segundos, algo que humanamente seria impossível.
- Eficiência Operacional: A IA ajuda a filtrar o ruído de milhares de alertas diários, permitindo que os analistas se foquem no que é realmente crítico.
A visão estratégica da Palo Alto Networks para a Europa
Helmut Reisinger, CEO da Palo Alto Networks para a região EMEA e América Latina, sublinhou a importância desta mudança de paradigma. Segundo o responsável, "o cenário de ameaças está a evoluir a uma velocidade que as arquiteturas de segurança tradicionais já não conseguem acompanhar. O facto de a grande maioria das empresas planear investir mais é um sinal positivo, mas o foco deve estar na eficácia dessa despesa através da consolidação de plataformas".
A Palo Alto Networks defende o conceito de "Platformization" (plataformização). Este termo técnico refere-se à substituição de dezenas de ferramentas isoladas de diferentes fornecedores por uma plataforma única e integrada. Na prática, para um gestor de TI em Portugal, isto significa que, em vez de gerir dez consolas diferentes que não comunicam entre si, passa a ter uma visão holística de toda a rede, desde o ecrã do telemóvel do colaborador até ao servidor central na nuvem.
A realidade portuguesa e a resiliência digital
Embora o estudo tenha um âmbito europeu, as conclusões são diretamente aplicáveis ao mercado nacional. Em Portugal, a digitalização acelerada das pequenas e médias empresas (PME) trouxe novos desafios. A Palo Alto Networks recorda que um único incidente de cibersegurança pode paralisar uma operação por semanas, resultando em perdas financeiras pesadas e danos reputacionais irreparáveis. O investimento reforçado permitirá às empresas portuguesas adotar tecnologias de Zero Trust (Confiança Zero), onde nenhum utilizador ou dispositivo é considerado seguro por defeito, independentemente de estar dentro ou fora do escritório.
Consolidação e modernização dos centros de operações
Para além do aumento financeiro, o comunicado da Palo Alto Networks aponta para uma modernização dos Centros de Operações de Segurança (SOC). Atualmente, muitas equipas sofrem de fadiga de alertas devido ao volume esmagador de notificações. A marca propõe a utilização de ferramentas de automação (XSIAM) que permitem reduzir o tempo de deteção de ameaças de dias para minutos.
A Palo Alto Networks enfatiza que o investimento deve ser canalizado para três áreas críticas:
1. Segurança na Nuvem (Cloud Security), acompanhando a migração dos dados corporativos.
2. Segurança de Rede, garantindo que o teletrabalho não abre portas indesejadas.
3. Operações de Segurança Inteligentes, utilizando machine learning para prever ataques antes que ocorram.
Perguntas Frequentes
Porque é que as empresas europeias estão a aumentar o investimento em cibersegurança?
O aumento deve-se ao crescimento exponencial da sofisticação dos ataques e à necessidade de proteger a transformação digital. Segundo a Palo Alto Networks, 80% das empresas registaram mais ataques no último ano, tornando a segurança uma prioridade absoluta para a sobrevivência do negócio.
O que é a 'plataformização' sugerida pela Palo Alto Networks?
A plataformização é a estratégia de consolidar várias ferramentas de segurança isoladas numa única plataforma integrada. Isto permite uma melhor visibilidade das ameaças, reduz a complexidade da gestão para as equipas de TI e aumenta a eficácia da resposta a incidentes de segurança.
Como é que a Inteligência Artificial influencia a segurança das empresas?
A IA é utilizada tanto por cibercriminosos para criar ataques mais rápidos e convincentes, como pela Palo Alto Networks para defender as empresas. A IA permite analisar volumes massivos de dados em tempo real, detetando padrões de ataque que passariam despercebidos a utilizadores humanos.
Leia também no netthings.pt
- Shakers revela que 40% dos profissionais em Portugal e Espanha já ganham mais com a Inteligência Artificial
- Check Point: Bloquear agentes de IA nem sempre é a resposta mais segura
- Gamakay TK75 SOCD: O Teclado Mecânico de Alta Performance que Redefine o Teu Jogo
Siga o NetThings no Google News
Fique a par de todas as novidades tecnológicas em tempo real.
⭐ SEGUIR NO GOOGLE NEWS
Participar na conversa