SoftwareOne revela as 5 decisões tecnológicas críticas para as empresas portuguesas até 2027

SoftwareOne revela as 5 decisões tecnológicas críticas para as empresas portuguesas até 2027

A SoftwareOne identificou as cinco decisões tecnológicas prioritárias que as empresas em Portugal devem encerrar até ao final de 2026 para garantir competitividade e inovação em 2027.

Um horizonte decisivo para a competitividade em Portugal

Com o ano de 2027 no horizonte próximo, as empresas portuguesas encontram-se num momento de definição estratégica. A SoftwareOne, fornecedora global de soluções de software e cloud, emitiu um alerta importante: adiar decisões tecnológicas críticas por apenas um trimestre pode comprometer gravemente a capacidade de operação e inovação das organizações. Segundo a empresa, o planeamento para 2027 não pode ser deixado para a última hora, exigindo definições claras ainda durante o ano de 2026.

Artur Amaral, General Manager da SoftwareOne Portugal, sublinha que o tempo de experimentação sem rumo terminou. Para as organizações nacionais, a fase atual exige uma transição da curiosidade tecnológica para a implementação de capacidades reais que tragam retorno direto ao negócio.

As cinco prioridades tecnológicas segundo a SoftwareOne

Para ajudar os decisores a navegarem este cenário complexo, a SoftwareOne destaca cinco áreas fundamentais onde a tomada de decisão é urgente:

  • Escalabilidade da Inteligência Artificial: Passar dos projetos-piloto para casos de uso com métricas de impacto concretas.
  • Eficiência e Controlo de Custos: Eliminar desperdícios em licenças redundantes e recursos de cloud subutilizados.
  • Governação de Dados: Estruturar a informação para que esta possa alimentar ferramentas de IA de forma segura.
  • Combate ao Shadow AI: Regular o uso de ferramentas externas não autorizadas pelas equipas.
  • Modernização Estratégica: Identificar que sistemas devem ser mantidos, consolidados ou substituídos com base no valor de negócio.

Do experimental ao real: O novo paradigma da Inteligência Artificial

Muitas organizações em Portugal já deram os primeiros passos na Inteligência Artificial (IA), recorrendo a assistentes de produtividade ou lançando projetos experimentais. No entanto, a SoftwareOne defende que 2027 deve marcar o fim desta fase de tentativa e erro. O desafio agora é a escalabilidade. Isto implica escolher casos de uso que justifiquem o investimento e estabelecer indicadores de desempenho (KPIs) claros.

“2027 não deve ser mais um ano de experimentação. As organizações devem perceber que problemas concretos querem resolver, se e como a inteligência artificial pode ajudar a resolver, e só então testar e transformar numa capacidade real para a organização”, afirma Artur Amaral. Esta abordagem evita o investimento em tecnologia apenas por tendência, focando-se na resolução de problemas operacionais reais.

A importância de arrumar a casa tecnológica

À medida que as empresas adotam novas soluções, a complexidade do ecossistema de TI aumenta. Sem uma gestão rigorosa, surgem os desperdícios. A SoftwareOne aponta que recursos subutilizados e aplicações sobrepostas são custos invisíveis que pesam nos orçamentos. A eficiência será o grande tema de 2027. Não se trata de investir menos, mas de maximizar o valor de cada euro gasto em tecnologia.

O problema dos dados e o risco do Shadow AI

A eficácia de qualquer modelo de IA depende da qualidade dos dados que o alimentam. Muitas empresas portuguesas enfrentam ainda o problema da fragmentação de dados. “A IA veio expor a importância de uma gestão eficaz dos dados. Não faz sentido pensar em modelos cada vez mais sofisticados se a informação que os alimenta está fragmentada ou desatualizada”, sublinha o responsável da SoftwareOne Portugal. Estabelecer regras de acesso e limpeza de dados é, portanto, um passo que deve anteceder a expansão da IA.

A par da gestão de dados, surge o fenómeno do Shadow AI. Este termo refere-se à utilização de ferramentas de IA externas por parte dos colaboradores sem o conhecimento ou aprovação do departamento de TI. Este comportamento introduz riscos de segurança massivos, uma vez que dados corporativos sensíveis podem ser inseridos em plataformas públicas não avaliadas. Artur Amaral avisa que a proibição não é a solução: as empresas devem fornecer alternativas seguras e eficazes, ou os colaboradores continuarão a procurar soluções por iniciativa própria.

Modernizar com critério num contexto de pressão orçamental

A modernização tecnológica não deve ser um impulso, mas uma escolha criteriosa. Num cenário onde os orçamentos de TI sofrem maior escrutínio, a seletividade torna-se a melhor estratégia. A SoftwareOne recomenda que as empresas identifiquem onde a manutenção de sistemas antigos já não se justifica e onde a consolidação de ferramentas pode libertar capital para novos investimentos. Escolher onde não investir será tão vital quanto decidir as novas frentes de aposta para o ciclo de 2027.

Perguntas Frequentes

O que é o Shadow AI mencionado pela SoftwareOne?

O Shadow AI refere-se ao uso de ferramentas de inteligência artificial (como chatbots ou geradores de imagem públicos) por colaboradores de uma empresa sem a autorização ou supervisão do departamento de TI, o que pode colocar em risco a segurança dos dados da organização.

Por que razão a gestão de dados é considerada prioritária para 2027?

Porque a eficácia da IA e da automação depende de dados estruturados, atualizados e seguros. Sem uma base de dados sólida, as empresas não conseguem escalar projetos de inovação nem confiar nos resultados gerados pelas novas tecnologias.

Como as empresas podem reduzir o desperdício tecnológico?

Através de uma auditoria ao portefólio de software e cloud, identificando licenças duplicadas, serviços subutilizados e sistemas que já não servem os objetivos do negócio, permitindo realocar esse orçamento para investimentos mais produtivos.

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