A IA nas despesas corporativas: Vantagens e novos riscos de fraude

A IA nas despesas corporativas: Vantagens e novos riscos de fraude

O impacto da Inteligência Artificial nas viagens de negócios

A Digital Inside, através das recentes observações de João Miguel Mesquita, revelou dados preocupantes sobre a integração da Inteligência Artificial no mundo corporativo. Segundo o relatório divulgado a 11 de setembro de 2026, três em cada quatro viajantes de negócios já utilizam ferramentas de IA durante as suas deslocações profissionais. Embora esta tecnologia prometa uma automatização eficiente de reservas, gestão de despesas e controlo de políticas de empresa, a Digital Inside alerta para um efeito secundário crítico: a facilitação da fraude. A capacidade de manipular recibos através de IA generativa está a criar uma nova área de risco que obriga os departamentos financeiros e os responsáveis de tecnologia a redobrar a vigilância.

O novo perímetro da cibersegurança: O problema das permissões

A Digital Inside destaca um incidente de segurança na infraestrutura do ChatGPT que serve de alerta global para as empresas. A vulnerabilidade expôs como um atacante poderia explorar os acessos atribuídos a um assistente de IA para extrair informações privadas sem a necessidade de roubar palavras-passe. Embora a falha tenha sido corrigida, o desafio para os CISO (Chief Information Security Officers) permanece intacto: como proteger sistemas que operam com as permissões legítimas dos seus utilizadores.

A monitorização contínua na saúde

No setor da saúde, a Digital Inside reporta que a National Commission into the Regulation of AI in Healthcare publicou, a 10 de setembro, novas recomendações. A premissa central é clara: a avaliação de um algoritmo não deve ser um evento pontual na entrada do hospital, mas sim um processo contínuo durante todo o período de influência nas decisões clínicas.

Preparação operacional: A importância da Peak Season

No contexto do Dia das Compras na Net, a Digital Inside salienta que o sucesso na 'Peak Season' (Black Friday e Natal) não depende apenas das promoções, mas do trabalho de preparação prévia. A entidade destaca a necessidade de focar em:

  • Preparação rigorosa das operações logísticas e tecnológicas.
  • Estratégias de conquista de clientes antes do pico de procura.
  • Conversão eficiente da procura em vendas efetivas.
  • Garantia de uma experiência de utilizador que não termina no checkout.

A evolução da maturidade tecnológica e o AI Act

A Digital Inside observa, através do Red Hat AI 3.5, que a Inteligência Artificial deixou de ser um projeto meramente experimental. As empresas enfrentam agora a exigência de aplicar regras rigorosas de segurança, controlo de custos, isolamento e auditoria a modelos, agentes e GPU, tal como fazem com a infraestrutura tradicional. Paralelamente, a Eurotux está a levar a conformidade com o AI Act para a operação quotidiana de TI, lançando serviços para organizações que utilizam sistemas de risco mínimo ou limitado, convertendo normas europeias em procedimentos práticos.

Investimentos estratégicos na Europa e no Ártico

A Digital Inside detalha dois grandes movimentos no panorama tecnológico europeu:

  • A União Europeia anunciou um investimento de 200 milhões de euros na Gronelândia para 2026 e 2027, visando reforçar a conectividade, a modernização energética e o estudo de data centers para cargas de IA. A Declaração Conjunta foi assinada por Ursula von der Leyen, Jens-Frederik Nielsen e Mette Frederiksen.
  • A Google vai investir 13 mil milhões de euros na Finlândia nos próximos dois anos, reforçando infraestrutura digital, projetos energéticos e parcerias para sustentar serviços como o Search, Maps e Gemini.

Perguntas Frequentes

Como pode a IA facilitar fraudes em despesas de viagem?

A IA pode ser utilizada para manipular recibos e faturas digitais, tornando quase impercetível a falsificação de dados, o que obriga as empresas a implementar sistemas de verificação mais sofisticados.

Por que é que o novo problema de cibersegurança foca as permissões?

Porque os atacantes já não precisam de roubar credenciais; eles exploram a IA para agir utilizando as permissões legítimas que já foram concedidas ao assistente, o que torna a deteção de anomalias muito mais complexa para os CISO.

O que muda com as recomendações para a IA na saúde?

As organizações passam a ser obrigadas a monitorizar o comportamento dos algoritmos durante todo o seu ciclo de vida clínico, e não apenas no momento da sua implementação inicial num hospital.

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