Kaspersky revela que 69% das empresas europeias vão reforçar a segurança informática em 2025

Kaspersky revela que 69% das empresas europeias vão reforçar a segurança informática em 2025

Um estudo recente da Kaspersky revela que 69% das empresas na Europa planeiam reforçar a sua área de segurança informática no próximo ano, impulsionando a procura por profissionais especializados.

De acordo com os dados partilhados pela Kaspersky, a grande maioria das organizações europeias está a preparar-se para um cenário de ameaças digitais cada vez mais complexo. Esta intenção de investimento, manifestada por quase sete em cada dez empresas (69%), reflete uma mudança de paradigma na forma como a cibersegurança é encarada dentro das estruturas corporativas, deixando de ser vista apenas como um custo operacional para se tornar um pilar estratégico de continuidade de negócio.

Kaspersky alerta para a crescente procura de especialistas em cibersegurança

Este movimento das empresas europeias, identificado no estudo da Kaspersky, aponta para uma tendência clara de crescimento no setor. Contudo, a marca sublinha que esta procura crescente por profissionais experientes em cibersegurança poderá trazer desafios adicionais para o mercado de trabalho. Com tantas organizações a tentarem reforçar as suas equipas simultaneamente, a escassez de competências no setor — o fenómeno conhecido tecnicamente como cybersecurity skills gap — poderá agravar-se significativamente nos próximos meses.

Para o utilizador comum e para as equipas de gestão, isto significa que o recrutamento e a retenção de talento especializado serão áreas críticas. A Kaspersky sugere que esta tendência cria oportunidades excecionais para quem já trabalha na área ou para quem está a considerar uma transição de carreira para a segurança informática, dada a elevada competitividade salarial e a estabilidade que este setor oferece atualmente.

O que constitui o reforço da segurança informática segundo a Kaspersky?

Quando a Kaspersky refere que 69% das organizações pretendem reforçar esta área, o investimento costuma traduzir-se em várias frentes de atuação tecnológica e humana. Entre as principais áreas de foco para o próximo ano, destacam-se:

  • Contratação de novos analistas de segurança e especialistas em resposta a incidentes.
  • Implementação de soluções avançadas de proteção de endpoints (terminais como computadores e telemóveis).
  • Investimento em formação e consciencialização para todos os colaboradores da empresa.
  • Modernização de infraestruturas de rede para prevenir ataques de ransomware e intrusões não autorizadas.
  • Monitorização contínua de sistemas através de centros de operações de segurança (SOC).

A relevância destes dados da Kaspersky para o mercado nacional e europeu

A análise da Kaspersky ganha uma relevância particular num contexto onde a digitalização das empresas em Portugal e na Europa não tem retrocesso. A segurança informática deixou de ser um tópico restrito aos departamentos de TI para ocupar as agendas dos conselhos de administração. Segundo a Kaspersky, o facto de 69% das empresas planearem reforçar esta área demonstra que existe uma consciência coletiva sobre os riscos financeiros e reputacionais associados a uma falha de segurança.

Em Portugal, onde o tecido empresarial é composto maioritariamente por PME, o desafio é ainda maior. Muitas destas empresas utilizam serviços de cibersegurança externos, e o aumento da procura identificado pela Kaspersky poderá levar a um aumento nos custos destes serviços ou a tempos de espera mais longos para suporte especializado. É, por isso, crucial que as organizações planeiem os seus orçamentos de segurança com antecedência, tal como os dados deste estudo sugerem estar a acontecer.

Porque é que a escassez de competências preocupa a Kaspersky?

A escassez de competências mencionada pela Kaspersky não é apenas uma questão de falta de currículos. Refere-se à dificuldade em encontrar profissionais que dominem ferramentas específicas de análise de malware, análise forense digital e gestão de riscos. Sem profissionais qualificados, as ferramentas de proteção, por mais avançadas que sejam, podem não ser operadas com a máxima eficácia, deixando janelas de oportunidade para os cibercriminosos.

O impacto prático para os profissionais e organizações

Para as empresas que fazem parte dos 69% identificados pela Kaspersky, o foco imediato deverá passar pela avaliação das vulnerabilidades existentes. O reforço da segurança não passa apenas por comprar software; envolve uma revisão profunda dos processos internos. A Kaspersky tem vindo a defender que a proteção de dados é um esforço contínuo e evolutivo.

Além disso, o estudo indica que as empresas estão dispostas a investir não só em tecnologia, mas na valorização dos seus ativos humanos. Isto traduz-se em planos de carreira mais estruturados para os especialistas de cibersegurança e numa maior abertura para a utilização de inteligência artificial aplicada à defesa digital, auxiliando os profissionais a lidarem com o volume massivo de alertas de segurança que recebem diariamente.

Como preparar o futuro digital com base nas conclusões da Kaspersky

Para o leitor do netthings.pt, esta notícia da Kaspersky serve como um barómetro importante. Se gere uma empresa ou trabalha no setor tecnológico, o sinal é claro: a segurança é a prioridade número um para 2025. Ignorar esta tendência de reforço orçamental e humano poderá significar ficar para trás num mercado cada vez mais dependente da confiança digital e da integridade dos dados.

Em suma, os dados da Kaspersky confirmam que a Europa está a tentar blindar-se contra o crime informático, mas o sucesso deste plano dependerá da capacidade do mercado em formar novos talentos para preencher as vagas que estão a ser criadas por esta procura sem precedentes.

Perguntas Frequentes

Qual é a percentagem de empresas europeias que vai investir mais em segurança informática?

De acordo com um estudo recente da Kaspersky, 69% das empresas europeias manifestaram a intenção de reforçar a sua área de segurança informática durante o próximo ano.

Por que razão existe falta de profissionais de cibersegurança no mercado?

A Kaspersky aponta que a procura por especialistas está a crescer mais depressa do que a formação de novos talentos, criando uma escassez de competências que dificulta o preenchimento de vagas críticas nas organizações.

Quais são os principais benefícios de reforçar a cibersegurança nas empresas?

O reforço da segurança, como indicado pela Kaspersky, ajuda a prevenir ataques de ransomware, protege dados sensíveis de clientes, garante a continuidade do negócio e evita perdas financeiras e danos à reputação da marca.

Leia também no netthings.pt

Google News

Siga o NetThings no Google News

Fique a par de todas as novidades tecnológicas em tempo real.

⭐ SEGUIR NO GOOGLE NEWS

Acompanhe-nos também em:

-->